Advogado do PR apresenta pedido de habeas corpus em favor de Bolsonaro







Um advogado de Arapongas, no norte do Paraná, ingressou com um pedido de habeas corpus em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. O objetivo da medida interposta pelo profissional Oduwaldo Calixto é garantir que o ex-mandatário tenha direito à prisão domiciliar, utilizando como argumento decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) que beneficiaram outros envolvidos em investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.













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A peça jurídica sustenta que Bolsonaro deve receber o mesmo tratamento concedido ao General Augusto Heleno. Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes e o STF, como um todo, autorizaram a prisão domiciliar de Heleno, fundamentada em sua idade avançada e saúde fragilizada.













De acordo com Calixto, o ex-presidente também apresenta um quadro de saúde que justifica o benefício. “O que nós estamos pretendendo é que este benefício que foi concedido ao general Heleno seja também estendido ao Bolsonaro”, explicou.













O advogado aponta que o STF tem demonstrado um “abrandamento” na situação de réus condenados no âmbito da trama golpista, permitindo, em alguns casos, a permuta de penas por serviços à comunidade. “O STF está deixando claro para o brasileiro em geral e para todos os operários do direito que está havendo um abrandamento na situação destes réus”, afirmou.





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Estratégia jurídica



Um ponto de destaque na estratégia da defesa é o uso de fundamentos teóricos do próprio ministro Alexandre de Moraes. O habeas corpus utiliza ensinamentos doutrinários retirados de livros jurídicos escritos por Moraes, que é professor da Universidade de São Paulo (USP). A petição também cita decisões anteriores dos ministros Edson Fachin e Carmen Lúcia para reforçar o pedido de extensão de benefícios.













Apesar da fundamentação, a ação enfrenta um obstáculo técnico comum em tribunais superiores: a legitimidade. Como Calixto não é o procurador constituído oficialmente nos autos principais de Bolsonaro, o tribunal pode rejeitar o pedido, sob o entendimento de que o ex-presidente já possui defesa constituída que deveria realizar tais requerimentos.













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Fonte UOL

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