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Vendem mais, lucram menos, o risco invisível do crescimento desordenado nas empresas


Com agenda cheia e faturamento em alta, muitos empresários ainda enfrentam caixa apertado e falta de reserva, reflexo de expansão sem estrutura financeira.

Empresas que estão vendendo mais do que nunca, com pedidos entrando e agenda lotada, mas que continuam com o caixa pressionado. O empresário trabalha intensamente, gira dinheiro, movimenta a operação, mas não consegue formar reserva, investir com segurança ou sair do ciclo constante de urgências. Esse cenário, mais comum do que parece, revela um problema estrutural.

Segundo a consultora financeira empresarial Marli Aguiar, crescimento não organizado também representa risco. “Existe uma ilusão perigosa de que faturamento alto significa saúde financeira. Muitas empresas crescem em vendas, mas não crescem em estrutura. Sem controle de fluxo de caixa e planejamento, o aumento de receita pode vir acompanhado de aumento desproporcional de custos”, afirma Marli Aguiar.

O ponto crítico está na expansão sem método. Contratações feitas por empolgação, aumento de despesas fixas sem projeção, ausência de análise de margem e falta de previsibilidade financeira transformam o crescimento em pressão.

“Crescer exige preparo. Quando a empresa aumenta equipe, estoque ou investimento sem planejamento, ela amplia também o risco. Estrutura vem antes da expansão. Caso contrário, o empresário trabalha mais, fatura mais e ainda assim sente que nunca sobra dinheiro”, explica.

Para Marli, a base de um negócio sustentável começa pela clareza dos números. Isso inclui organização do fluxo de caixa, acompanhamento sistemático de resultados e visão estratégica sobre custos e margens.

Outro ponto essencial é a separação entre finanças pessoais e empresariais. A ausência dessa divisão compromete análises e decisões.“Empresa não é extensão da vida pessoal. É preciso definir pró labore, separar contas e criar uma reserva estratégica. Sem isso, o empresário não consegue enxergar a real saúde do negócio e toma decisões baseadas na sensação, não nos dados”, destaca.

Além disso, a construção de uma rotina financeira organizada permite que o empresário deixe de reagir aos problemas e passe a decidir com antecedência. Empresas estruturadas ganham liberdade para escolher quando investir, quando contratar e quando expandir. Já aquelas que ignoram essa base permanecem em modo de sobrevivência.

“Empresas que constroem estrutura têm liberdade para decidir. As que não constroem vivem apagando incêndios. Crescimento sustentável não é sobre vender mais, é sobre organizar melhor”, conclui Marli Aguiar.


Marli Aguiar é consultora financeira empresarial, com 25 anos de experiência na área financeira. Atua com estruturação financeira e planejamento estratégico, apoiando empresários na construção de negócios sustentáveis, com mais clareza, método e direção.

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