MPSP investiga GCM por spray de pimenta no Carnaval – 22/03/2026 – Mônica Bergamo

O Ministério Público de São Paulo abriu investigação sobre a atuação da GCM (Guarda Civil Metropolitana) na dispersão do bloco Vai Quem Qué, no Butantã, zona oeste da capital, após relatos de uso de spray de pimenta e gás lacrimogêneo contra foliões [veja vídeo acima].

Despacho do Gaesp (Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública), assinado pelo promotor Daniel Magalhães Albuquerque Silva, determinou a coleta de informações da corporação, incluindo relatórios operacionais e protocolos adotados na ação.

O órgão deu prazo de 30 dias para que a GCM preste esclarecimentos e pediu a preservação de imagens do programa Smart Sampa.

A apuração foi aberta a partir de representação apresentada por parlamentares e integrantes da sociedade civil, entre eles a Bancada Feminista do PSOL, vereadores como Nabil Bonduki (PT), Luna Zarattini (PT) e Luana Alves (PSOL), além de deputados como Sâmia Bomfim (PSOL) e Carlos Giannazi (PSOL) .

O grupo aponta possível uso desproporcional da força durante a dispersão do bloco, em 17 de fevereiro. Segundo o documento, agentes teriam usado bombas e spray de pimenta contra foliões que já deixavam o evento, incluindo pessoas abrigadas da chuva. Há relatos de pânico, agressões a organizadores e de uma funcionária da prefeitura que teria desmaiado após exposição aos agentes químicos.

Como mostrou a Folha, vídeos registraram correria e pessoas tossindo durante a ação. Foliões afirmam que a dispersão era tranquila até a intervenção.

A prefeitura afirmou que, durante a ação de dispersão, “houve resistência pontual e arremesso de objetos contra a equipe, que atuou dentro dos protocolos de segurança para restabelecimento da ordem e garantia de proteção do público”. Segundo a gestão, dois agentes ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital do Rio Pequeno. Não houve condução de civis ao Distrito Policial, informou.

O caso foi anexado a um procedimento mais amplo do Ministério Público que acompanha a atuação da GCM na capital. A Promotoria também enviou o episódio à área criminal para eventual apuração de responsabilidades individuais.

com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS


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Fonte UOL

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