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Artemis 2 entra em área desconhecida do campo magnético da Terra

Lançada na quarta-feira (1), a missão Artemis 2, da NASA, segue rumo à Lua. A cápsula tripulada Orion deixou a órbita terrestre na quinta (2), após uma queima de injeção translunar de aproximadamente seis minutos. Com isso, a tripulação ultrapassou a proteção do campo magnético da Terra, e a NASA intensificou o monitoramento da atividade solar.

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Agora, a nave está em uma região da magnetosfera terrestre pouco explorada: a chamada magnetocauda. Esta é uma extensão do campo magnético do planeta, semelhante a um cometa, que se estende por milhões de quilômetros, formada pelo vento solar que comprime e alonga o campo magnético.

Em resumo:

  • Artemis 2 deixou a órbita da Terra;
  • A nave entrou na magnetocauda terrestre;
  • É como se fosse uma cauda de cometa;
  • Tempestades solares podem torná-la perigosa;
  • Artemis poderá explorar essa região inédita.
magnetosfera magnetocauda
Representação artística mostra a magnetosfera da Terra sendo moldada pelo vento solar: comprimida de um lado, esticada do outro, formando a longa cauda magnética que se afasta do planeta. O Sol e a Terra não estão representados em escala de tamanho ou distância – Crédito: Laboratório de Imagens Conceituais do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA

Magnetocauda oferece riscos e proteção 

De acordo com a plataforma de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, a magnetocauda é dinâmica e instável. Ela oscila com o vento solar, oferecendo alguma proteção à tripulação enquanto estão dentro dela, mas nenhuma fora desse campo. Durante tempestades extremas, os campos magnéticos internos podem se emaranhar e liberar energia de forma violenta, em um fenômeno chamado “reconexão magnética”.

Além disso, a Lua cruza a magnetosfera todos os meses por cinco ou seis dias. Durante esse período, especialmente na fase cheia, a poeira lunar pode se eletrificar e ser lançada da superfície, gerando o chamado “vento de poeira lunar” próximo à linha que separa o dia e a noite.

orion artemis 2 magnetosfera
Vista de perfil da magnetosfera da Terra. A missão Artemis 2 está passando por uma região do campo magnético terrestre nunca antes atravessada por humanos – Crédito: NASA


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Artemis 2 avança onde ninguém esteve

Artemis 2 poderá observar esses efeitos de perto. Missões anteriores, como algumas da Apollo, se aproximaram da magnetosfera, mas nunca permaneceram muito tempo dentro dela. Isso torna a Artemis pioneira na exploração dessa região misteriosa do espaço.

A missão está no caminho certo para explorar a Lua. Durante essa travessia, a tripulação terá contato direto com os efeitos do campo magnético estendido da Terra, proporcionando dados inéditos sobre essa área do espaço.

Essa experiência ajudará a entender como a magnetocauda afeta astronautas e equipamentos em condições reais de voo. As informações servirão para planejar futuras missões à Lua, Marte e além, garantindo maior segurança e conhecimento sobre regiões inexploradas do espaço. 




Fonte Olhar Digital

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