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OMS diz que ataques a serviços de saúde no Líbano não podem ser normalizados

Pelo menos quatro pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas durante um ataque, no domingo, perto do Hospital Universitário Rafik Hariri, considerado a maior unidade de saúde pública do Líbano.

Segundo agências de notícias, militantes do movimento Hezbollah atiraram projéteis contra o norte de Israel no fogo cruzado que tem se intensificado desde o início do conflito no Irã em 28 de fevereiro.

Obrigação universal

Reagindo à ofensiva ao Hospital Universitário, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, disse que esses ataques não podem ser normalizados. 

Para Tedros Ghebreyesus, a proteção de pessoal médico e de socorro não é opcional, mas sim uma obrigação internacional universal.

Diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus

Diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus

A agência verificou um padrão contínuo de ataques a serviços de saúde. Somente entre 28 e 31 de março, foram registrados 11 incidentes – uma média de dois por dia – afetando várias instalações no sul do Líbano e em Beirute, capital do país.

As necessidades humanitárias também aumentam a cada dia e a infraestrutura crítica permanece sobrecarregada.  Os impactos econômicos e globais da crise continuam a se intensificar com os preços do petróleo elevados e as interrupções no fornecimento que geram inflação.

Grave risco nuclear

Ainda no fim de semana, a Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, confirmou ataques militares perto da Usina Nuclear de Bushehr, no Irã, incluindo um impacto a apenas 75m do perímetro do local. 

A análise de imagens de satélite de 5 de abril mostra que a própria instalação não foi danificada.

O chefe da Aiea, Rafael Mariano Grossi, alertou para sérios riscos de um grave acidente radiológico com consequências nocivas para as pessoas e o meio ambiente no Irã.

O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir, a qualquer momento, para analisar um projeto de resolução sobre a situação no Irã. 

A proposta do Bahrein, que circula no órgão desde a semana passada, está sendo debatida pelos 15 membros do Conselho e deve ser levada à apreciação ainda esta semana.



Fonte ONU

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