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República Democrática do Congo declara o fim do 16.º surto de ebola

A República Democrática do Congo, RD Congo, declarou fim ao surto do vírus ebola na província de Kassai. A medida foi tomada após não se registrarem novos casos desde que o último doente recebeu alta do centro de tratamento, em 19 de outubro de 2025.

Embora o surto, iniciado em 4 de setembro, tenha sido declarado encerrado, as autoridades de saúde mantêm a vigilância para identificar e responder rapidamente a qualquer ressurgimento.

As ações no terreno envolvem fornecimento de informações, monitoria da comunidade e apoio aos esforços para reduzir o estigma em relação às pessoas afetadas.

Coordenação rápida e conjunta

O surto afetou seis áreas de saúde na Zona de Saúde de Bulape, província de Kasai: Bambalaie, Bulape, Bulape Com, Dikolo, Ingongo e Mpianga.

Os epicentros foram as áreas de Dikolo e Bulape, que juntas representaram a maioria dos casos e mortes. No total, foram registrados 64 casos, com 53 confirmados e 11 prováveis, e 45 mortes.

O Ministério da Saúde, com apoio da Organização Mundial da Saúde e parceiros, coordenou rapidamente a resposta numa comunidade rural com infraestruturas limitadas. Um plano regional estratégico orientou vigilância, gestão de casos, diagnóstico, vacinação e envolvimento da comunidade, incluindo programas de apoio a sobreviventes.

Civis visitam familiars em centro de tratamento de ebola na RD Congo

Foto: Banco Mundial/Vincent Tremeau

Civis visitam familiars em centro de tratamento de ebola na RD Congo

Vacinação essencial para o combate

Para proteger as comunidades e os profissionais de saúde, mais de 47,5 mil pessoas foram vacinadas contra o ebola, inicialmente pessoas que tiveram contato com casos confirmados e depois comunidades em Bulape e arredores.

A Aliança para as Vacinas, Gavi, apoiou a distribuição das doses provenientes da reserva global. Em parceria com a OMS e o Ministério da Saúde, foi garantido financiamento para a entrega dos imunizantes, apoio logístico e manutenção da cadeia de frio.

Além disso, especialistas da OMS foram destacados para apoiar as autoridades nacionais a ampliar e manter a resposta, enquanto mais de 150 toneladas de suprimentos e equipamentos médicos foram entregues para proteger profissionais de saúde e comunidades.

Vigilância e preparação futura

O país inicia agora um período de 90 dias de vigilância reforçada. As recomendações da OMS incluem fortalecer a vigilância comunitária e nos centros de saúde, garantir atendimento seguro aos pacientes, apoiar a reintegração de sobreviventes e preparar províncias de alto risco e países fronteiriços, com profissionais treinados e instalações equipadas.

Como o ebola é endemico na República Democrática do Congo, surtos futuros são esperados, especialmente devido à movimentação da população entre Bulape e Tshikapa. Lacunas na capacidade de resposta persistem, agravadas por surtos simultâneos de varíola dos macacos, cólera e sarampo, além de desafios econômicos e políticos de longo prazo.



Fonte ONU

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