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Mais da metade da população negativada: Manaus discute caminhos para ampliar o acesso ao crédito

O Amazonas ocupa atualmente a terceira posição entre os estados com maior número de inadimplentes no Brasil. Dados do setor de crédito indicam que, em janeiro, o estado registrava pouco mais de 1,7 milhão de pessoas negativadas, o equivalente a cerca de 58% da população. O cenário se torna ainda mais desafiador quando analisados os indicadores econômicos locais: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média do trabalho no Amazonas é de R$ 2.695, abaixo da média nacional de R$ 3.613, enquanto a taxa de desemprego atinge 7,3%, superior aos 5,1% registrados no país.

Diante desse contexto, o Instituto Nacional de Apoio e Defesa à Democratização do Crédito e Serviços Financeiros (INDC), que integra a Frente Parlamentar Mista pela Democratização do Crédito e Serviços Financeiros (FPDC), vem promovendo encontros em diferentes regiões do Brasil para ampliar o debate sobre inclusão financeira e acesso responsável ao crédito. A próxima iniciativa acontece em Manaus, no dia 19 de março, durante um jantar que conta com apoio institucional da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) e da Associação Nacional dos Profissionais e Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes no País (ANEPS).

Presidente da Frente Parlamentar pela Democratização do Crédito e anfitrião do encontro no Amazonas, o deputado Capitão Alberto Neto (PL/AM) ressalta que ampliar o acesso ao crédito é fundamental para o desenvolvimento econômico. Segundo ele, quando o financiamento se torna caro ou restrito, os impactos recaem principalmente sobre famílias e pequenos empreendedores que dependem desses recursos para trabalhar e crescer. O parlamentar destaca que o objetivo é avançar em um sistema financeiro mais inclusivo, com crédito acessível e responsável, capaz de fortalecer a economia real.

Para o presidente da ANBC e do INDC, Elias Sfeir, debates regionais como o que será realizado em Manaus são essenciais para ampliar a cidadania financeira. Ele afirma que o acesso transparente e sustentável ao crédito contribui diretamente para o desenvolvimento econômico e para a inclusão de mais brasileiros no sistema financeiro.

Já o presidente da ANEPS, Edison Costa, destaca o papel dos correspondentes bancários na expansão do crédito, especialmente em regiões com menor acesso a serviços financeiros tradicionais. Segundo ele, a capilaridade desses profissionais no território nacional é determinante para promover inclusão social e garantir que o crédito chegue de forma responsável a quem realmente precisa.

O encontro promovido pelo INDC, integrante da Frente Parlamentar Mista pela Democratização do Crédito e Serviços Financeiros (FPDC), será realizado no dia 19 de março, a partir das 19h, no Terra & Mar Restaurante, em Manaus, reunindo autoridades, representantes do setor e membros da sociedade civil para discutir caminhos para ampliar o acesso ao crédito de forma sustentável.

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