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Relatores da ONU pedem justiça para vítimas de tráfico no caso Epstein

Relatores independentes da ONU* pediram justiça e responsabilização pelas alegações de tráfico de mulheres que emergem dos “arquivos Epstein”. 

O conjunto de documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam atividades criminosas do empresário Jeffrey Epstein, que foi condenado por crimes sexuais e se suicidou na prisão em 2019. 

Tráfico de mulheres através de múltiplas fronteiras 

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, um grupo de seis especialistas da ONU alerta que as revelações expõem a violência contínua dos “sistemas de poder patriarcais”. 

A nota expressa grave preocupação com alegações sobre o tráfico sistêmico de mulheres e meninas para fins de exploração sexual.

As investigações em torno dos “arquivos Epstein” implicam políticos de alto escalão, figuras públicas, diplomatas, líderes empresariais globais e acadêmicos de renome. 

O grupo de relatores ressalta que os documentos contêm “provas chocantes” do tráfico de mulheres através de múltiplas fronteiras internacionais, ao longo de décadas.

O comunicado sublinha ainda “falhas graves” na prevenção, identificação, assistência e proteção das vítimas e sobreviventes, e na investigação e repressão dos autores.

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A relatora especial sobre o Tráfico de Pessoas, Siobhán Mullally

Redução da atenção internacional

O tráfico de crianças e mulheres é um crime grave e uma violação profunda dos direitos humanos defendem os relatores da ONU.

O grupo declara estar profundamente preocupado com o fato de a resposta das autoridades ter sido “totalmente inadequada e desproporcional à urgência e à gravidade dos crimes alegados, e ao sofrimento das vítimas”.

Em meio à redução da atenção internacional com o caso Epstein, eles pediram que os países cumpram a obrigação de garantir o acesso efetivo à justiça para vítimas e sobreviventes.

Isso inclui assistência médica, serviços de saúde reprodutiva e sexual, apoio psicossocial e medidas de indenização, inclusão social e recuperação a longo prazo.

A nota foi assinada pela relatora especial sobre o tráfico de pessoas, Siobhán Mullally, e pelas cinco integrantes do Grupo de Trabalho sobre a Discriminação Contra Mulheres e Meninas: Claudia Flores, Ivana Krstic, Dorothy Estrada Tanck, Haina Lu e Laura Nyirinkindi.

*Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário pelo seu trabalho



Fonte ONU

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