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Golpes digitais avançam com engenharia social e expõem fragilidade dos sistemas de segurança

Especialista alerta para o crescimento de fraudes virtuais cada vez mais sofisticadas e reforça a importância da conscientização digital e da proteção de dados

A transformação digital trouxe praticidade e conectividade para a rotina das pessoas, mas também abriu espaço para o avanço acelerado dos crimes cibernéticos. Atualmente, informações pessoais, dados bancários, documentos e acessos digitais se tornaram alvos constantes de criminosos especializados em fraudes eletrônicas.

Com vazamentos de dados ocorrendo de forma frequente, criminosos conseguem acessar informações sensíveis de milhares de pessoas e utilizá-las para aplicar golpes cada vez mais convincentes. Nesse cenário, a chamada engenharia social tem se tornado uma das principais ferramentas utilizadas por fraudadores para manipular vítimas e obter acessos indevidos.

Segundo a perita computacional forense Giovana Taddeo Sanches Oliveira, muitos ataques atuais exploram mais o comportamento humano do que falhas técnicas complexas.

“Hoje, os criminosos conseguem construir abordagens extremamente convincentes utilizando informações obtidas em vazamentos de dados e conteúdos disponíveis nas redes sociais. Muitas vítimas acreditam estar falando com bancos, empresas ou pessoas conhecidas e acabam fornecendo informações sigilosas sem perceber o risco envolvido”, explica.

Entre os golpes mais frequentes estão clonagem de WhatsApp, phishing, falsas centrais bancárias, invasão de e-mails e golpes envolvendo supostos suportes técnicos. Em muitos casos, os criminosos utilizam engenharia social para convencer a vítima a compartilhar códigos de verificação, instalar aplicativos maliciosos ou realizar transferências financeiras.

A especialista destaca que a exposição excessiva de informações pessoais na internet também contribui para o aumento das fraudes digitais.

“Quanto mais dados uma pessoa compartilha publicamente, maior é a capacidade dos criminosos de personalizar abordagens e transmitir credibilidade. A prevenção passa pela conscientização digital, pelo uso de autenticação em dois fatores, senhas seguras e desconfiança diante de contatos inesperados”, afirma.

Além dos cuidados individuais, empresas e instituições também enfrentam o desafio de fortalecer a proteção de dados e investir em segurança da informação para reduzir vulnerabilidades e minimizar riscos de ataques.

O crescimento dos crimes digitais reforça a necessidade de educação tecnológica e atenção constante no ambiente virtual, especialmente diante da sofisticação das fraudes e da velocidade com que novas ameaças surgem diariamente.

Arquivo pessoal

Giovana Taddeo Sanches Oliveira atua há mais de 14 anos nas áreas de tecnologia, investigação digital e segurança da informação. É CEO da Sanches Oliveira Assessoria e da Cyber Perícias. Especialista em forense de imagem, áudio, vídeo e biometria facial, trabalha com análise técnica de evidências digitais, investigação de fraudes eletrônicas, engenharia social, vazamento de dados e cyber crimes.

Também é professora de técnicas de detecção de engenharia social aplicada a crimes cibernéticos, membra da APECOF, integrante do projeto Justiceiras de Saia, da iniciativa Marias da Internet e da Comissão de Direito Digital da OAB Santo André.

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