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Tráfego pago pode gerar até 400 oportunidades de negócio por mês, revela CEO da Trigger

Campanhas bem planejadas ajudam pequenos e médios empresários a ampliar a geração de oportunidades e impulsionar as vendas na internet

Você está passando os stories no Instagram quando surge um anúncio. Aquele conteúdo não está ali por acaso: faz parte do tráfego pago, estratégia usada por empresas para alcançar potenciais clientes na internet. Segundo o publicitário Fernando Silva, CEO da Trigger Comunicação, campanhas bem estruturadas podem gerar centenas de oportunidades de negócio por mês, em alguns projetos, até 400 contatos, quando há alinhamento entre mídia e operação comercial.

Fernando Silva

Fernando Silva

Como funciona o tráfego pago

O tráfego pago funciona principalmente em duas frentes: Meta e Google. Na Meta, os anúncios aparecem em redes como Instagram e Facebook com base em interesses, comportamento e engajamento do usuário, permitindo que as empresas alcancem pessoas que ainda não conhecem a marca. No Google, o modelo é baseado na intenção de busca. Quando alguém pesquisa por um produto ou serviço, os anúncios aparecem no topo dos resultados, destacando empresas que investem para competir pela atenção do consumidor naquele momento.

“Imagine um pediatra na sua cidade. A pessoa pesquisa ‘pediatra perto de mim’ no Google, encontra o profissional e, antes de marcar consulta, vai checar o Instagram para ver se ele transmite confiança. O médico não precisa ser blogueiro, mas precisa ter presença e organização. Se o paciente confiar no que vê, ele agenda a consulta. Se buscar o nome no Google, ele também precisa aparecer”, explica Fernando.

Muito além dos anúncios

Mas aparecer para o público certo é apenas parte do processo. Para transformar cliques em vendas, é preciso combinar produção de conteúdo, segmentação de campanhas e uma presença digital consistente ao longo da jornada de compra.

“É isso que a gente faz: cercar a pessoa em várias frentes, seja no início ou no final da jornada de compra. Se o nível de consciência de compra está baixo, a gente produz conteúdo para elevá-lo e acelerar a decisão. Com o tráfego pago, conseguimos rodar anúncios para cada etapa do funil, de topo, para quem ainda não conhece a empresa, até o meio, para quem já conhece, mas ainda não comprou. A gente faz esse desenho completo”, afirma.

Planejamento é o diferencial

Segundo Fernando, o diferencial da Trigger está em compreender o negócio do cliente antes de criar qualquer campanha. A equipe reúne profissionais das áreas de Comunicação e Administração, combinando diferentes experiências para entender o funcionamento da empresa, o atendimento e o processo de vendas. A partir desse diagnóstico, desenvolve conteúdos e campanhas alinhados aos objetivos do negócio, em vez de apostar apenas em publicações voltadas à viralização.

“Só o tráfego pago não faz milagre. Ele é apenas uma peça de todo o processo. Para funcionar bem, precisa de planejamento. A gente não entende só de comunicação: entendemos de negócios. Por isso buscamos compreender como funciona a empresa, como ela atende e onde ganha dinheiro. Só assim conseguimos fazer os ajustes certos”, diz.

Gerar contatos é apenas o começo

Campanhas bem executadas podem aumentar rapidamente o volume de contatos, mas o resultado final depende da capacidade da empresa de transformar essas oportunidades em vendas. O executivo afirma que o maior desafio nem sempre é gerar oportunidades, mas convertê-las em clientes.

Em um dos casos acompanhados pela agência, uma empresa recebeu cerca de 400 contatos em um único mês, mas não conseguia transformar essas oportunidades em vendas. Após identificar que o problema estava no atendimento comercial, a Trigger orientou mudanças no processo interno da empresa. Com os mesmos contatos gerados pelas campanhas, a empresa passou a melhorar seus resultados comerciais.

“O produto ou serviço que vai ser oferecido precisa ter um diferencial. Lançar qualquer coisa por lançar dificilmente vai gerar o resultado esperado. Precisa ser uma oferta consistente, um produto validado, porque a venda em si acontece do clique para frente. Então, o tráfego pago sozinho pode dar resultado? Pode. Mas, quando está acompanhado de outras ações e de uma boa gestão antes, durante e depois da campanha, o resultado tende a ser muito mais expressivo”, explica.

Da experiência no mercado ao empreendedorismo

Após atuar durante anos como coordenador de marketing nos setores imobiliário e educacional, Fernando Silva fundou a Trigger Comunicação em 2020, em Santa Maria (RS), apostando no crescimento do mercado de tráfego pago durante a pandemia. Formado em Publicidade e Propaganda em 2004, acompanhou a evolução das redes sociais e se especializou nos novos formatos de mídia digital.

Ao lado dele está a administradora Priscila Zanini, sua esposa há 21 anos. Ela passou a integrar a Trigger cerca de dois anos e meio após a fundação da agência, quando o crescimento da empresa já permitia incorporar sua experiência à equipe. Hoje, atua na gestão interna, na organização dos processos e na produção de conteúdo, contribuindo para alinhar a comunicação ao funcionamento e aos objetivos dos negócios atendidos pela agência, complementando a experiência de Fernando na área de comunicação.

Priscila Zanini

Priscila Zanini

“A união entre a comunicação e a administração fez muita diferença para a Trigger. Eu já vinha do mercado da comunicação, mas percebi que a empresa precisava de uma gestão mais estruturada. Quando a agência já tinha um tamanho que permitia cobrir o salário da Priscila, fiz o convite para ela trabalhar comigo. Ela é administradora, tem pós-graduação em gestão de projetos e trouxe um olhar voltado para processos e gestão. Ao mesmo tempo, os clientes começaram a pedir um trabalho de conteúdo mais estruturado, pensado para cada etapa da jornada de compra. A Priscila passou a liderar essa frente, desenvolvendo conteúdos alinhados aos objetivos de cada negócio, e isso complementou uma lacuna que a gente tinha na agência. Foi nesse momento que percebi que a Trigger tinha passado da fase inicial e começava a se consolidar”, relembra Fernando.

Crescimento impulsionado por resultados

Com o fortalecimento da estrutura interna, a agência incorporou áreas como criação de conteúdo e gestão de comunicação digital, crescendo de forma orgânica, impulsionada principalmente por indicações e pelos resultados obtidos nas campanhas. Hoje, a Trigger atende mais de 30 clientes ativos no Brasil e no exterior, com atuação em segmentos como saúde, jurídico, mercado imobiliário, alimentação, e-commerce e automotivo.

“Em 2018 e 2019 comecei a fazer alguns freelas de tráfego pago para corretores. No final de 2019, o que eu ganhava com os freelas já empatava com o salário da imobiliária. Comecei sozinho e, pouco tempo depois, precisei chamar uma pessoa para cuidar da parte gráfica. O próprio mercado foi percebendo os resultados e começou a perguntar quem estava fazendo aquele trabalho”, relembra.

Comunicação como fator de decisão

Fernando defende que investir em comunicação deixou de ser um diferencial para se tornar parte da decisão de compra dos consumidores, que pesquisam empresas e profissionais antes de contratar um serviço.

“A gente julga empresas, profissionais e serviços pelo que vê nas redes sociais. Sem confiança, não tem venda. Por isso, a comunicação não é custo: é o que faz o cliente escolher você antes mesmo de te conhecer pessoalmente.”

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