O mecanismo do celular que identifica se a tela está na horizontal ou na vertical também é capaz de detectar um terremoto. É o chamado “acelerômetro”. A detecção só ocorre quando o celular está parado em uma superfície plana. Se estiver no bolso, não funciona.
Quando um aparelho detecta vibrações compatíveis com as de um terremoto, ele envia os dados para o Google. Vários outros aparelhos fazem o mesmo. Então, o Google cruza as informações para estimar a localização e a magnitude do tremor. Em seguida, dispara os alertas para telefones naquela região.
O terremoto emite dois tipos de onda; a primeira é rápida e menos destrutiva, e já pode ser detectada pelo celular. A segunda é mais lenta e perigosa. Segundo o Google, a detecção começou apenas três segundos após a primeira onda. A seguir, o sistema levou mais seis segundos para reconhecer o terremoto e iniciar o envio dos alertas.
O sistema envia diferentes tipos de alerta para o celular, conforme a intensidade prevista na região onde está o aparelho. Nos casos mais graves, o aviso ocupa toda a tela do celular, emite um som de emergência e orienta o usuário a agir imediatamente.
No total, 1,4 milhão de pessoas receberam os alertas de maior gravidade. Considerando todos os outros tipos de alerta enviados, incluindo os de menor gravidade, o número de pessoas avisadas na Venezuela foi de 11,4 milhões.
Alertas foram recebidos entre alguns segundos até dois minutos antes de o terremoto ser sentido na superfície. Quem está mais distante do epicentro recebe o alerta com mais antecedência. Isso ocorre porque a detecção é rápida, já as ondas destrutivas vão avançando pelo território mais lentamente.
Fonte Agência Brasil
