InícioDireitos HumanosRelatora da ONU diz...

Relatora da ONU diz que racismo e discriminação persistem no esporte

O racismo, a discriminação racial, a xenofobia e outras formas de intolerância continuam profundamente enraizados em todos os níveis do desporto. O alerta é da relatora especial* de direitos humanos sobre o tema.

 Ashwini K.P apelou a uma ação urgente e coordenada para enfrentar as desigualdades estruturais para garantir a participação igualitária de todos. 

Racismo sistémico e discriminação racial

Em seu relatório ao Conselho de Direitos Humanos, ela destaca como a pobreza, os conflitos, os regulamentos discriminatórios e a falta de representação criam barreiras significativas para grupos raciais e étnicos marginalizados no seio das sociedades.

A relatora especial sobre as formas de racismo e discriminação afirma que numa altura em que o acesso ao desporto continua marcado por disparidades, o conjunto de desigualdades socioeconómicas, enraizadas no racismo histórico e estrutural, segue a afetar desproporcionalmente estes grupos marginalizados.

Segundo a perita, critérios e políticas de elegibilidade discriminatórios, assentes em estereótipos persistentes, continuam a influenciar como estes atletas são identificados, treinados, selecionados e percebidos nos espaços desportivos.

Discurso de ódio nos espaços digitais 

Os abusos raciais e discriminatórios transbordam para os espaços digitais como mostra o documento.  Incidentes racistas persistentes, incluindo discurso de ódio e abusos dirigidos a atletas e adeptos, tanto offline como online.

Unsplash/Jason Leung
Pessoas participam de manifestação contra o racismo

A perita apelou à criação de ambientes seguros e inclusivos que protejam a dignidade, a autonomia corporal e os direitos de mulheres transgénero e intersexo.

Os conflitos e o deslocamento forçado agravam as desigualdades persistentes, deixando milhares de atletas afetados com infraestruturas comprometidas, liberdade de circulação limitada e pouco ou nenhum acesso ao desporto e a oportunidades relacionadas.

Exclusão e potencial

Neste sentido, a relatora notou que o combate ao racismo e à discriminação estrutural no desporto exige uma abordagem baseada nos direitos humanos e interseccional, instando à participação ativa e coordenada dos Estados, das instituições e das entidades desportivas.

A responsável afirmou que apenas através do desmantelamento dos legados de exclusão e discriminação poderá o desporto cumprir o seu potencial como força de dignidade, justiça, inclusão e coesão social em todo o mundo.

*Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas. Eles não representam a opinião da organização e não recebem salário pelo trabalho realizado



Fonte ONU

Popular

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Leia mais

Por que CEOs estão se tornando os principais influenciadores de suas empresas

Durante muito tempo, a comunicação das empresas esteve concentrada na marca....

Inteligência artificial já transforma a fisioterapia hospitalar e inaugura uma nova era da reabilitação

Darlan Nitz, fisioterapeuta especialista em Terapia Intensiva e pós-graduado em Inteligência...

Workshop de Autodefesa para Mulheres ensina estratégias de prevenção à violência e defesa pessoal em São Paulo

Especialista Vanessa Ribeiro ministra imersão que une conhecimento, técnica e segurança...

Meio do ano é oportunidade para mulheres reavaliarem seus negócios e planejarem o crescimento, defende empresária

Em um cenário de crescimento histórico do empreendedorismo feminino no Brasil,...