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OMS diz que surto de ebola já matou quase 1 mil pessoas na RD Congo

As autoridades da República Democrática do Congo, RD Congo, anunciaram que o surto de ebola está se alastrando. Segundo agência de notícias, mais de 990 pessoas morreram da doença e 2.423 casos foram confirmados. 

De acordo com Thierno Baldé, gestor de incidentes da Organização Mundial da Saúde, OMS, a província de Ituri, no nordeste da nação africana, continua a ser o epicentro do surto, concentrando mais de 90% dos casos e 80% das mortes.

Epidemia expande-se para novas regiões 

Em declarações a jornalistas a partir de Bunia, capital de Ituri, o responsável confirmou que o vírus bundibugyo, responsável pelo atual surto continua a expandir-se para outras regiões do país africano.

Baldé contou que as cinco províncias afetadas estão na região oriental, onde a instabilidade crónica, a ameaça de conflito e os deslocamentos da população proporcionam as condições ideais para a propagação do vírus.

A OMS afirma já ter identificado áreas de transmissão intensa, zonas emergentes e áreas onde as cadeias de transmissão apontam para uma maior estabilidade. No entanto, a evolução e expansão do vírus continuam a ultrapassar a capacidade de resposta médica atual.

© UNICEF/Vincent Tremeau
Um profissional de saúde examina uma criança possivelmente infectada com o vírus ebola, que está sendo carregada nas costas de um cuidador, no Centro de Tratamento do Ebola em Beni, província de Kivu do Norte, República Democrática do Congo.

Surto com o maior crescimento de sempre

O surto de ebola na RD Congo apresenta a propagação mais rápida já vista na nação africana. A variante bundibugyo ainda não conta com vacina ou tratamento aprovados pelas autoridades de saúde internacionais.

Profissionais da OMS continuam a encorajar as comunidades a aceitar tratamento e acompanhamento clínico, numa tentativa de conter as áreas afetadas e investigar em profundidade os casos e as cadeias de transmissão do vírus identificadas.

Em algumas regiões, os esforços clínicos têm demonstrado resultados encorajadores. Na pequena localidade de Mongbwalu, na província de Ituri, onde o surto foi detetado pela primeira vez, observam-se alguns sinais de estabilização.

Altamente contagioso e letal

O vírus bundibugyo constitui uma estirpe altamente contagiosa, responsável pela morte de 30% das pessoas infetadas nos dois surtos anteriores, em 2007 e 2012, no Uganda e na RD Congo, respetivamente. 

Entre os infetados, a doença começa por manifestar-se com sintomas semelhantes aos da gripe, como a febre. Em fases avançadas da infeção, o quadro pode evoluir para hemorragias graves, apresentando uma taxa de letalidade que ronda os 40%.



Fonte ONU

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