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Pós-Graduação em Cirurgias Estéticas da Face amplia formação hospitalar com internato no Hospital Santa Sara

Programa coordenado pela Dra. Aline Elizabeth Batista e com chefia do Serviço de Cirurgia do Dr. Daniel Dias Machado aposta na formação multiprofissional, na preceptoria permanente e na inserção progressiva dos residentes na rotina do centro cirúrgico

A formação em cirurgia da face exige muito mais do que conhecer uma técnica operatória. Anatomia, indicação cirúrgica, avaliação de risco, planejamento, anestesia, organização hospitalar, execução, acompanhamento pós-operatório e capacidade para reconhecer intercorrências fazem parte de uma mesma cadeia de responsabilidade. É justamente com essa perspectiva que a Pós-Graduação em Cirurgias Estéticas da Face vem ampliando sua proposta de formação por meio de internatos hospitalares realizados no Hospital Santa Sara, em São Paulo.

O modelo coloca os pós-graduandos dentro da dinâmica de um serviço cirúrgico, permitindo que acompanhem não somente o procedimento, mas todo o percurso assistencial que existe antes, durante e depois de uma cirurgia.

Sob a chefia do Serviço de Cirurgia do Dr. Daniel Dias Machado, Cirurgião e Traumatologista Bucomaxilofacial, os residentes são inseridos progressivamente nas atividades hospitalares e podem participar, conforme sua habilitação, estágio de formação, natureza do caso e determinação da preceptoria, inclusive na condição de cirurgiões assistentes.

O programa publicamente apresentado pelo curso contempla formação em anatomia cirúrgica da face e do pescoço, anestesia e sedação, blefaroplastia, otoplastia, lifting facial e cervical, lipoaspiração facial e cervical, além do estudo e manejo de complicações.

O centro cirúrgico como ambiente de formação

Diferentemente de uma aula demonstrativa isolada, o internato procura fazer com que o estudante compreenda o funcionamento de uma linha assistencial cirúrgica completa.

Nesse contexto, os residentes são organizados em sistema de rodízio, assumindo diferentes posições dentro da equipe, sempre sob supervisão.

Entre as funções desenvolvidas estão a avaliação pré-operatória supervisionada, conferência documental e clínica, preparação do paciente, discussão do planejamento, organização e conferência dos instrumentais, montagem da mesa cirúrgica, instrumentação, participação como primeiro ou segundo assistente, auxílio na exposição do campo operatório, aspiração, afastamento e proteção de estruturas, acompanhamento da hemostasia, auxílio durante síntese e curativos e observação do período de recuperação pós-anestésica.

Além disso, um residente pode ser destinado à instrumentação e organização da mesa, enquanto outro atua como cirurgião assistente. Um terceiro acompanha as etapas relacionadas à síntese e ao fechamento do campo operatório, enquanto outro participa do fluxo assistencial, registro do caso, preparação, segurança e acompanhamento pós-operatório.

Assim, todos passam por posições diferentes. Consequentemente, o estudante começa a compreender que cirurgia não é somente “operar”: é saber integrar-se a uma equipe, antecipar necessidades, respeitar hierarquias assistenciais e reconhecer os limites de sua participação.

Uma experiência necessariamente multiprofissional

Uma experiência necessariamente multiprofissional

Outro aspecto relevante do internato é a convivência com diferentes áreas da assistência hospitalar.

Durante as atividades, a formação pode envolver médicos anestesiologistas, cirurgiões plásticos, cirurgiões e traumatologistas bucomaxilofaciais, enfermeiros, técnicos de enfermagem, circulantes de sala e demais profissionais responsáveis pelo suporte perioperatório.

Essa integração aproxima os residentes de situações que dificilmente podem ser reproduzidas integralmente dentro de uma sala de aula convencional.

O próprio Hospital Santa Sara apresenta entre seus serviços áreas como cirurgia plástica, cirurgia geral e cirurgia odontológica, compondo um ambiente voltado à realização de diferentes modalidades de procedimentos cirúrgicos.

Portanto, ao compartilhar o ambiente com profissionais de diferentes formações, o pós-graduando começa a compreender aspectos fundamentais da comunicação dentro do centro cirúrgico, do planejamento anestésico, da monitorização, da segurança, da preparação da sala e da atuação coordenada diante de situações inesperadas.

Preceptoria presente dentro do hospital

Na estrutura divulgada pelo programa, um dos principais diferenciais está justamente na tentativa de manter uma preceptoria vinculada continuamente à rotina de um serviço cirúrgico hospitalar, em vez de limitar a experiência dos alunos a encontros pontuais com professores convidados.

O Dr. Daniel Dias Machado atua como Cirurgião e Traumatologista Bucomaxilofacial, preceptor e responsável pela chefia e organização das atividades do Serviço de Cirurgia, acompanhando o desenvolvimento dos residentes durante sua inserção hospitalar. Fontes públicas do próprio programa o apresentam como responsável por atividades de preceptoria e chefia de serviço em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.

Dr. Daniel Dias Machado

Nesse modelo, a figura do preceptor permanece próxima da decisão clínica e operatória.

Antes de uma cirurgia, por exemplo, são discutidos indicação, anatomia, riscos e planejamento. Durante o procedimento, atenção é direcionada aos planos anatômicos, manejo dos tecidos, exposição, hemostasia, instrumentação e estratégia cirúrgica. Posteriormente, o caso continua sendo fonte de aprendizado por meio da análise da recuperação e das condutas pós-operatórias.

Coordenação acadêmica e experiência cirúrgica

Ao lado da chefia hospitalar está a Dra. Aline Elizabeth Batista, responsável pela estrutura de Coordenação Acadêmica.

Cirurgiã-Dentista e Cirurgiã e Traumatologista Bucomaxilofacial, a Dra. Aline possui formação divulgada pela Faculdade CTA envolvendo Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela Unicamp e UFMG, Implantodontia pela UFMG, Harmonização Orofacial e Cirurgia Estética Orofacial.

Sua trajetória também é apresentada institucionalmente como ligada às primeiras gerações de profissionais mineiros que incorporaram a formação avançada em harmonização e cirurgia estética orofacial.

Dessa maneira, a coordenação acadêmica e a preceptoria hospitalar ocupam posições complementares: enquanto uma organiza o desenvolvimento pedagógico da formação, a outra aproxima o estudante da responsabilidade e da realidade cotidiana de um serviço cirúrgico.

Do observador ao cirurgião assistente

Talvez uma das mudanças mais importantes do modelo esteja justamente no papel atribuído ao residente.

O objetivo não é mantê-lo permanentemente atrás do campo cirúrgico apenas observando.

À medida que demonstra conhecimento, responsabilidade e evolução técnica, e sempre respeitando habilitação profissional, segurança do paciente e determinação da preceptoria, o residente passa progressivamente por diferentes responsabilidades dentro da equipe, inclusive pela posição de cirurgião assistente.

Isso significa aprender posicionamento, exposição do campo, instrumentação, sequência operatória, relação com anestesia, comunicação com enfermagem, hemostasia, síntese e acompanhamento do paciente.

Consequentemente, cada cirurgia passa a representar não apenas o aprendizado de uma técnica, mas uma experiência de formação cirúrgica hospitalar integrada.

Dr. Daniel Dias Machado

Formação que procura ensinar a pensar cirurgicamente

Em um cenário de crescente complexidade na cirurgia estética facial, a proposta da Pós-Graduação em Cirurgias Estéticas da Face busca deslocar o foco da simples reprodução de procedimentos para a construção do raciocínio cirúrgico.

Segundo a organização do programa, manter um Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço com atividades hospitalares regulares e preceptoria cirúrgica permanente representa um dos pilares que diferenciam sua estrutura educacional.

Mais do que aprender onde realizar uma incisão, o residente precisa compreender por que operar, quando operar, quando não operar, quais estruturas preservar, quais riscos antecipar e como conduzir o paciente dentro de uma estrutura assistencial segura.

É nesse ponto que o internato realizado no Hospital Santa Sara assume seu maior significado: transformar o hospital em ambiente de formação, a equipe multiprofissional em parte do aprendizado e cada procedimento em uma oportunidade para desenvolver não apenas habilidade manual, mas maturidade, responsabilidade e pensamento cirúrgico.

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