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Por que bons negócios comunicam menos valor do que realmente entregam

Especializada em comunicação estratégica, a APRESENTHE trata a apresentação comercial como uma conversa pensada, com foco em narrativa, design e performance. À frente da empresa estão Gustavo Rivera e Thiago Menegazzi, autores de “Antes do Aplauso”.

Uma empresa pode levar anos para estruturar um produto, ajustar um serviço e construir uma reputação sólida. Em algum momento, porém, tudo isso precisa ser apresentado a alguém, quase sempre em uma reunião que vale um contrato. É aí que muitos bons negócios tropeçam: comunicam menos valor do que de fato entregam. A qualidade está lá. O que falha é a forma de mostrá-la.

Há uma contradição comum nesse ponto. Muitas empresas e profissionais são rigorosos com aquilo que entregam ao cliente, revisam cada detalhe do produto e do serviço, mas chegam à hora de apresentar com uma sequência de slides montada às pressas, na véspera. O capricho que existe no que se entrega não aparece no modo como aquilo é mostrado.

O problema pesa mais porque a apresentação comercial costuma acontecer em momentos decisivos. Uma reunião com um cliente em potencial, a defesa de uma proposta, a conversa que pode virar uma parceria. São situações em que o negócio tem poucos minutos para mostrar por que merece atenção, e em que uma comunicação confusa custa a oportunidade inteira.

É esse ponto que a APRESENTHE, especializada em comunicação estratégica e desenvolvimento de apresentações, resolveu atacar. A empresa parte de uma ideia simples: uma apresentação comercial não é uma sequência de slides sobre a empresa nem um folder com a lista de serviços, e sim uma conversa pensada. Antes de montar qualquer lâmina, é preciso saber quem vai ouvir, o que essa pessoa precisa compreender, em que ordem as informações aparecem e o que deve permanecer na memória depois que a reunião termina.

A partir dessa lógica, o trabalho se organiza em três frentes que precisam andar juntas: narrativa, design e performance. Primeiro vem o entendimento do negócio e a construção do roteiro, o que se quer dizer e em que ordem. Depois, o design transforma essa narrativa em algo visualmente claro e coerente. Por último, entra quem apresenta, porque até um bom material perde força quando não encontra uma boa condução na hora de expor.

“Não acreditamos em slides bonitos como finalidade. O visual precisa ajudar a contar uma história, facilitar a compreensão e valorizar aquilo que está sendo apresentado”, diz Gustavo Rivera, cofundador da APRESENTHE ao lado de Thiago Menegazzi.

arquivo pessoal

Os fundadores da APRESENTHE, Thiago Menegazzi e Gustavo Rivera (à direita, com o livro “Antes do Aplauso”).

Nada disso, segundo a empresa, significa transformar a apresentação em espetáculo. O exagero raramente é o que conecta com quem ouve. Uma boa apresentação comercial pode ser simples, objetiva e até discreta. O que ela não pode ser é improvisada, montada sem uma escolha clara do que de fato importa para aquele cliente.

À frente da APRESENTHE, Gustavo Rivera e Thiago Menegazzi transformaram essa forma de trabalhar em método e reuniram parte dela no livro “Antes do Aplauso”, dedicado ao que acontece nos bastidores, antes de alguém apresentar uma ideia. Para os dois, o raciocínio vale para qualquer negócio que precise se mostrar: ter um bom produto ou serviço é o que coloca a empresa na sala. Comunicar isso com clareza é o que costuma decidir o que acontece depois.

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