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Governo Lula coloca ‘GPS brasileiro’ no radar para 2026

  • Geopolítico: o desenvolvimento de uma solução de posicionamento, navegação e tempo própria aumenta a autonomia tecnológica e estratégica do Brasil. Ainda que a chance de o GPS ser desligado pelos EUA seja para lá de remoto, uma alternativa nacional afasta riscos do arrefecimento do cenário geopolítico internacional, cada vez mais hostil.

A soberania tecnológica está completamente vinculada à soberania nacional.

Osório Coelho Guimarães Neto, do MCTI

Não é bem assim, mas tá quase lá

Ainda que os planos estejam sendo elaborados agora, um ponto é certo: caso decole, o “GPS brasileiro” vai precisar de recurso orçamentário para ser mantido no ar. Não é barato manter os sistemas necessários para satélites em órbita se comunicarem com estações terrestres. E a necessidade de recurso, acredite, é algo que os militares norte-americanos negociam todos os anos com a Casa Branca.

Segundo Osório, o Brasil dispõe de dinheiro para construir os satélites, já que estão na mesa linhas dos BNDES, de cooperação internacional e de fundos setoriais, como o FNDCT, que, desde 2023, conta com disponibilidade acima dos R$ 10 bilhões.

Parcerias com outros países não estão descartadas. Brasil e China fecharam recentemente um acordo para desenvolver o CBERS-5, primeiro satélite geoestacionário do país, que entrar no seleto grupo de uma dezena de nações.





Fonte Agência Brasil

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