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Liderança equilibrada: emoções, estratégia e inovação nas cooperativas

Especialista em desenvolvimento humano fala sobre a importância de preparar líderes que preservem o propósito humano do cooperativismo.

O cooperativismo nasceu da união de pessoas em prol de um propósito maior. No entanto, os desafios atuais exigem líderes que vão além do ideal coletivo. A instabilidade econômica e a transformação digital já pedem adaptação constante e inovação. Nesse cenário, equilibrar estratégia de negócios, gestão das emoções e tecnologia torna-se essencial para formar líderes capazes de preservar o propósito cooperativista, engajar a equipe, especialmente a nova geração, e garantir sustentabilidade a longo prazo.

Para Elianne Lodi, psicanalista, mentora e especialista em desenvolvimento humano com ampla formação em liderança estratégica, o grande diferencial das cooperativas será a capacidade de manter o foco nas pessoas sem perder de vista a eficiência e a inovação. “Não existe prosperidade duradoura sem olhar para o humano. A tecnologia é um apoio fundamental, mas é o equilíbrio emocional e a clareza de propósito que sustentam os resultados”, afirma.

Elianne Lodi é psicanalista, mentora e especialista em desenvolvimento humano

O equilíbrio que gera resultados sustentáveis

Dentro das cooperativas, o papel do líder é duplo: cuidar do coletivo e, ao mesmo tempo, garantir que as pessoas se sintam valorizadas. Para Elianne, o líder que apenas foca em metas sem compreender o comportamento humano acaba gerando desgaste e baixa produtividade. “Quando o colaborador percebe que é reconhecido e respeitado, ele se engaja de forma genuína. Isso cria uma cultura que vai muito além dos números e se reflete diretamente nos resultados”, explica.

A transformação digital, que já impacta todos os setores, também deve ser vista como aliada do desenvolvimento humano. Inteligência artificial e ferramentas digitais podem apoiar decisões estratégicas e liberar tempo do gestor para se dedicar ao lado humano da liderança. “A tecnologia não substitui a sensibilidade, mas quando bem aplicada, potencializa a assertividade e ajuda a criar espaço para aquilo que é mais essencial: a conexão entre pessoas”, destaca a especialista.

Desafios para 2026

Para o próximo ano, são muitos os desafios a serem enfrentados diante de novos cenários internacionais e nacionais, que colocam a prova  a atuação de empresas e de lideranças. Por isso, o futuro das cooperativas está diretamente ligado à capacidade dos líderes em enfrentar cenários de instabilidade econômica e mudanças rápidas no mercado, o que exige visão estratégica, adaptabilidade e segurança nas decisões. “Não é mais possível liderar da mesma forma que antes. Precisamos preparar lideranças capazes de lidar com a incerteza sem perder o equilíbrio, transmitindo confiança para o time e clareza na condução dos negócios”, reforça Elianne.

Outro ponto crucial  apontado por Elianne é o engajamento das novas gerações, que chegam ao mercado de trabalho com novas demandas. “O jovem de hoje busca propósito, autonomia e um ambiente inclusivo, tecnológico e colaborativo. O líder precisa compreender essas expectativas e, ao mesmo tempo, alinhar isso às necessidades da cooperativa. Quando conseguimos unir esses mundos, o engajamento vem naturalmente”, explica.

Preparar-se hoje para prosperar amanhã

Para Elianne, o cooperativismo carrega em sua essência o diferencial humano, mas precisa de líderes prontos para equilibrar pessoas, estratégia e tecnologia. “O futuro dependerá de quem souber desenvolver não apenas competências técnicas, mas também inteligência emocional e capacidade de adaptação. Os resultados só são verdadeiramente sustentáveis quando o coletivo prospera junto”, conclui.

Para conhecer melhor o trabalho de Elianne Lodi, você pode segui-la nas redes sociais: LinkedIn: Elianne Lodi

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