Embraer negocia venda do C-390 para Colômbia e Chile

O CEO da Embraer confirmou negociações para possíveis vendas do cargueiro militar C-390 para Colômbia e Chile, em entrevista

A Embraer está em negociações com Colômbia e Chile para possíveis encomendas do cargueiro C-390 Millennium, em meio ao aumento da demanda internacional pela aeronave e à expansão gradual da capacidade produtiva do fabricante brasileiro.

A informação foi confirmada por Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer, em entrevista à agência Reuters na última sexta-feira (8).

Atualmente, o Brasil é o único operador do C-390 na América Latina. Novos contratos na região podem ampliar a presença internacional da aeronave militar da Embraer, que disputa mercado com o C-130 Hercules, produzido pela Lockheed Martin.

Negociações na América Latina

Segundo Gomes Neto, os processos de aquisição militar na América Latina costumam demandar mais tempo devido a aprovações orçamentárias e trâmites administrativos.

De acordo com o executivo, a Colômbia pode avançar mais rapidamente nas negociações do que o Chile. O presidente colombiano, Gustavo Petro, tem defendido a modernização da frota militar do país e criticado entraves burocráticos após a queda de um C-130 em março, acidente que deixou setenta mortos.

Demonstração do C-390 no Chile

O fabricante apresentou o cargueiro militar ao presidente chileno José Antonio Kast durante a feira aeroespacial Fidae, realizada no mês passado no Chile.

A movimentação reforça a estratégia da Embraer de ampliar a presença do C-390 em mercados internacionais, especialmente na América Latina.

Contrato nos Emirados Árabes

Na última segunda-feira (4), a Embraer anunciou um acordo para até vinte C-390 com os Emirados Árabes, marcando a primeira venda do modelo no Oriente Médio.

Segundo Gomes Neto, o fechamento ocorreu antes do previsto em meio ao cenário geopolítico envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã.

Produção ampliada

O CEO da Embraer disse ainda o fabricante vê uma percepção positiva global em torno do cargueiro militar, já selecionado por doze países. Para atender às campanhas comerciais em andamento, a empresa planeja ampliar a produção do C-390 nos próximos anos.

Em 2026, a expectativa é produzir seis aeronaves. Segundo o executivo, a cadeia global de suprimentos tem mostrado sinais de recuperação após os gargalos registrados no período pós-pandemia.





Fonte UOL

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