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Educação financeira também começa no guarda roupa, aponta especialista

Consumo consciente na moda ajuda mulheres a evitarem desperdícios, compras impulsivas e desequilíbrios financeiros sem abrir mão do estilo pessoal

Em um cenário marcado pelo consumo acelerado e pela influência constante das redes sociais, a relação entre moda e educação financeira tem ganhado cada vez mais espaço nas discussões sobre comportamento e bem-estar. Especialistas apontam que escolhas mais conscientes no vestir podem impactar diretamente a saúde financeira e emocional das mulheres.

A lógica do consumo rápido, impulsionado por tendências passageiras e promoções constantes, faz com que muitas pessoas comprem mais do que realmente usam. O resultado costuma aparecer em forma de armários lotados, desperdício de dinheiro e sensação frequente de insatisfação.

Segundo a economista e consultora de imagem Alessandra Azevedo, educação financeira também envolve entender os próprios hábitos de consumo e construir uma relação mais estratégica com as compras.

“Muitas mulheres acreditam que precisam comprar sempre para se sentirem bem vestidas, mas estilo não está ligado à quantidade de roupas. Quando existe clareza sobre o que faz sentido para a rotina e para a identidade da pessoa, o consumo se torna muito mais inteligente”, afirma.

A especialista destaca que comprar menos não significa abrir mão da moda, mas aprender a consumir com mais intenção e aproveitamento.

“Uma peça bem escolhida, que conversa com outras roupas do armário e realmente será usada, tem muito mais valor do que compras feitas por impulso ou apenas para acompanhar tendências. Isso reduz desperdícios, evita arrependimentos e contribui para uma relação mais saudável com o dinheiro”, explica.

Além do impacto financeiro, o consumo excessivo também pode estar ligado a questões emocionais, ansiedade e busca por validação social. Por isso, desenvolver consciência sobre o próprio comportamento de compra se torna parte importante da organização financeira.

A pauta do consumo consciente na moda acompanha um movimento crescente de mulheres que buscam praticidade, autenticidade e sustentabilidade, priorizando escolhas alinhadas ao estilo de vida real e não apenas às tendências do momento.

Arquivo pessoal

Alessandra Azevedo é economista formada pela PUC-Rio, com MBA em Finanças pelo Ibmec, e consultora de imagem e estilo com especializações em Compras Inteligentes e Psicologia do Vestir pela École Supérieure de Relooking. Após 20 anos atuando com gestão de investimentos, passou a unir finanças, comportamento e imagem pessoal para ajudar mulheres a consumirem de forma mais consciente, estratégica e alinhada à própria realidade.

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