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Países lançam iniciativa científica dedicada a estudo do hantavírus

Na sequência do surto de vírus Andes, Andv, no navio de cruzeiro MV Hondius, em maio deste ano, investigadores e instituições de 21 países implementaram uma iniciativa de investigação da estirpe de hantavírus.

O novo projeto visa demonstrar como os sistemas internacionais de preparação para a investigação podem ser rapidamente ativados durante emergências sanitárias, afirma a Organização Mundial da Saúde, OMS. 

Cientistas estudam vírus Andv

A iniciativa, intitulada de Navis, consiste num estudo de história natural concebido para melhorar a compreensão da dinâmica de transmissão desta estirpe da família dos hantavírus.

Através do seguimento de indivíduos expostos, o grupo vai aprofundar o estudo dedicado aos períodos de incubação, as respostas imunitárias, o comportamento do vírus e os determinantes da doença grave.

Os países participantes neste projeto são África do Sul, Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Irlanda, Itália, Japão, Países Baixos, Nova Zelândia, Reino Unido, República Democrática do Congo, Singapura, Suíça e Turquia.

Projeto mostra potencial científico coletivo

Para o infeciologista iraniano Yazdan Yazdanpanah, “o rápido lançamento do Navis, em 21 países, mostra o que é possível quando as redes de investigação são estabelecidas antes de os surtos ocorrerem”.

CDC
Imagem microscópica de partículas de Hantavírus de cor verde sobre um fundo branco

Surtos como o do vírus Andv constituem uma oportunidade rara de investigação científica, com uma janela temporal limitada para gerar evidência científica robusta.

A OMS afirma que sem coordenação rápida e protocolos harmonizados, as oportunidades de melhor compreender o agente patogénico podem perder-se.

Preparação deve estender-se a várias geografias

A organização realça ainda a importância de uma preparação para a investigação de novos surtos com expressão geograficamente distribuída.

Segundo a OMS, os países e regiões onde os surtos emergem ou onde os agentes patogénicos circulam devem ser participantes centrais na geração de evidência.

Sylvie Briand, cientista-chefe da agência, nota que “a geração de evidência científica durante os surtos tem de se tornar operacional, coordenada e imediatamente acionável”.

Por sua vez, “as futuras respostas a surtos devem começar por ativar sistemas de investigação que já existem, em vez de tentar construí-los durante as crises”, conclui. 



Fonte ONU

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