InícioSaúde PúblicaFAO alerta para riscos...

FAO alerta para riscos crescentes de doenças animais transfronteiriças

O aumento da propagação de doenças animais transfronteiriças tem aumentado a pressão sobre os sistemas de prevenção e resposta dos países, que enfrentam a disseminação de doenças e pragas com maior rapidez.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO, sublinha o risco de doenças como a gripe aviária, a febre aftosa, a peste suína africana, bem como outras ameaças zoonóticas emergentes, como o hantavírus dos Andes, o Ébola e o vírus Nipah.

O setor pecuário sustenta mais de mil milhões de pessoas

De acordo com a FAO, os setores pecuários globais sustentam mais de mil milhões de meios de subsistência e contribuem com biliões de dólares em valor económico todos os anos.

A agência das Nações Unidas destaca que a proteção da saúde animal é crucial para os agricultores e produtores pecuários, contribuindo ainda para a segurança alimentar, o comércio, a estabilidade económica e a prosperidade rural.

Os fatores que impulsionam a propagação das doenças estão a tornar-se cada vez mais complexos, sublinha a FAO, que destaca o aumento da circulação de animais, pessoas e produtos, a alteração dos sistemas de produção, as pressões ambientais e a desigualdade na capacidade veterinária e de vigilância.

© Unsplash/Finn Mund
Especialistas em saúde pública continuam preocupados com a disseminação da gripe aviária para humanos

Novas ameaças exigem reforço da prevenção e vigilância

A FAO sublinha que a resposta a estas ameaças exige uma vigilância mais forte, deteção mais precoce, maior partilha de informação e uma cooperação internacional mais estreita.

Tiensin Thanawat, diretor-geral adjunto da FAO, afirmou que os impactos dos surtos não se limitam à saúde animal. Estes “perturbam a produção agrícola, o comércio e o turismo, ameaçam os meios de subsistência, aumentam os riscos para a segurança alimentar e, em alguns casos, representam riscos diretos para a saúde humana”, declarou o responsável.

Os impactos económicos das doenças animais transfronteiriças são substanciais, associados a perdas nas ordens de milhões ou biliões de dólares anuais, o que sublinha a importância da sua prevenção.

Agência apela ao investimento na saúde animal 

Segundo a FAO, a prevenção e a preparação dos serviços veterinários continuam a ser os instrumentos mais eficazes e menos dispendiosos para reduzir os impactos associados aos surtos de doenças animais.

“A experiência mostra-nos de forma consistente que a prevenção e a preparação são mais eficazes e menos dispendiosas do que responder depois de um surto já se ter instalado”, afirmou Beth Bechdol, diretora-geral adjunta da FAO.

A responsável reforça a necessidade de investimento nos sistemas de saúde animal e outros meios eficazes de “proteger os meios de subsistência, apoiar o comércio, reforçar a segurança alimentar e melhorar a resiliência dos sistemas agroalimentares”, concluiu.



Fonte ONU

Popular

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Leia mais

OMS lança primeiro guia para enfrentar aumento da obesidade em crianças e jovens

A prevalência de obesidade entre crianças e jovens entre 5 e...

Cantora de Moçambique diz que é hora de as crianças transformarem o mundo

A cantora moçambicana e embaixadora de Boa Vontade do Fundo das...

Estadão – Estadão

Steam sofre vazamento que revela jogos não anunciados1:12Um vazamento de dados...

veja números e ganhadores do 7137 (quarta, 07/10)

Continua após a publicidadeO sorteio do concurso 7137 da Quina acontece na noite desta quarta-feira (7), às...