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Lula cobra redução das desigualdades em reunião do G7

Durante a reunião dos líderes mundiais do G7, o presidente Lula cobrou nessa terça-feira (16) mais empenho dos países ricos para redução das desigualdades no mundo. Lula criticou a falta de solidariedade que agrava também a crise climática, e defendeu uma reforma do sistema financeiro, combate ao crime organizado e acesso à inteligência artificial.

Além de participar das fotos oficiais, junto com os demais líderes do G7, na cidade francesa de Évian, Lula discursou criticando o protecionismo e o unilateralismo, como falsas respostas para problemas complexos. Para ilustrar as diferenças econômicas mundiais, fez referência ao empresário Elon Musk, como primeiro trilionário do mundo, que é mais rico que quase a metade mais pobre da população do mundo.

Lula também falou da necessidade de mais financiamento para a implementação do Acordo de Paris, o Programa Mundial de Alimentos, a Organização Mundial da Saúde e o Unicef. Em vez do aumento de gastos militares.

O presidente ressaltou ainda as iniciativas do Brasil, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre e a Aliança Global contra a Fome, e o combate ao crime organizado. Entre outros temas, defendeu que os países detentores de minerais críticos participem das etapas de maior valor agregado, com industrialização e transferência de tecnologia.

Lula também teve encontro bilateral com a Primeira-Ministra do Japão, Sanae Takaichi. Eles trataram da relação entre o Japão e o Mercosul. Os dois anunciaram o lançamento das negociações do Acordo de Parceria Econômica na próxima Cúpula do Mercosul, que acontece em Assunção, Paraguai, no final de junho.

Lula também se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Segundo a agência Reuters, os líderes do G7 reafirmaram união para apoiar a Ucrânia na guerra contra a Rússia, e receberam com otimismo a notícia do acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio. Pediram ainda, cessar-fogo imediato no Líbano. Com a previsão de reabertura do Estreito de Ormuz,  os preços do petróleo já caíram devido às perspectivas de aumento da oferta, mas o FMI não considera que a recuperação será imediata.

Nesta quarta-feira (17), o tema do encontro do G7, na França, é o crescimento econômico equilibrado. O Brasil também participa do almoço para discutir inteligência artificial.

A Presidência da República ainda não divulgou os detalhes da agenda oficial deste último dia de encontro dos líderes mundiais do G7.




Fonte Agência Brasil

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