Principalmente no Nordeste, o São João é a maior festa do ano, com algumas cidades, como Caruaru (PE) e Campina Grande (PB), recebendo de 2 a 4 milhões de pessoas durante os 30 ou até 60 dias de festejo que eles fazem sem parar. Para a gente comparar, o maior festival de música do Brasil, que é o Rock in Rio, recebe em média 700.000 pessoas a cada edição.
Isso quer dizer que os grandes São Joões do Nordeste recebem em média de três a cinco vezes mais público que o maior festival de música que a gente conhece. E pode parecer que o São João só é grande no Nordeste, mas isso também não é verdade.
Quase 2.000 municípios no país tem algum festejo de São João oficial. Isso dá, mais ou menos, um pouquinho menos que a metade dos municípios brasileiros festejando São João de alguma maneira, seja numa festa gigante, como no Nordeste, ou seja uma quermesse na paróquia da praça da cidade.
Se o São João é tão grande e tão espalhado pelo Brasil, por que achamos que a gente ainda é o país do Carnaval?
A gente sabe exatamente quando isso começou. Na década de 1930, o país achou que estava na hora da gente finalmente criar uma identidade nacional – e se baseou em três pilares: futebol, carnaval e samba.
Fonte UOL
