
A Organização Mundial da Saúde, OMS, reuniu um grupo técnico de especialistas para desenvolver novas orientações legais em três áreas-chave da segurança nas estradas. Todos os anos, quase 1,2 milhão de pessoas morrem em acidentes em todo o mundo.
O grupo tem 17 membros que provêm das seis regiões da OMS, sendo 11 peritos de países de baixo e médio rendimentos.
Abordagens que salvam vidas
A tarefa é criar orientações baseadas em evidência, moldadas pelos sistemas de transporte atuais e em abordagens que protegem e salvam vidas.
As três áreas de elevado risco rodoviário são condução distraída, associada à utilização de dispositivos incluindo telefones e de outras tecnologias nos veículos; gestão da velocidade e das infraestruturas rodoviárias e a segurança de veículos motorizados de duas e três rodas.
Neste sentido, este trabalho representa uma evolução da função normativa da OMS em matéria de segurança rodoviária, assente numa “abordagem de sistema seguro”, que interliga a gestão da velocidade com as particularidades das infraestruturas rodoviárias e o desenho das vias.
Acidentes rodoviários elevada mortalidade
De acordo com a OMS, os acidentes rodoviários são a principal causa de morte entre crianças e jovens dos 5 aos 29 anos. O aumento do número de veículos nas estradas e os novos comportamentos dos seus utilizadores reforçam a necessidade de leis atualizadas.
Prevê-se que a redação do documento normativo comece em meados de 2027, com conclusão até ao final do mesmo ano. A primeira reunião do grupo incluiu também uma revisão da evidência produzida e liderada pelo George Institute, um centro de investigação médica sediado na Austrália.
Os membros apelaram a que a revisão seja ancorada nos princípios do sistema seguro, tenha em conta a adaptação comportamental em resposta à legislação e aborde a diferença entre as leis no papel e a sua aplicação na prática.
Este processo decorre na antecâmara de uma Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre Segurança Rodoviária, onde líderes globais irão definir um plano para alcançar uma redução de 50% nas mortes e lesões graves nas estradas até 2030.
Fonte ONU
