É certo que Ahuja e outros afirmaram acreditar que ainda levará alguns anos até que a computação quântica consiga quebrar as blockchains, e que o setor será capaz de fazer atualização para novos tipos de criptografia “pós-quântica” resistentes à tecnologia.
Muitos executivos do setor de criptomoedas também alertaram que agir prematuramente poderia criar vulnerabilidades, já que a criptografia pós-quântica ainda está em rápida evolução. As assinaturas digitais pós-quânticas são, em geral, muito maiores do que as tradicionais, aumentando os requisitos de armazenamento e largura de banda.
Elas poderiam elevar os custos e prejudicar a experiência do usuário, especialmente em blockchains com limites fixos de tamanho de bloco, como o bitcoin, disse Zach Pandl, chefe de pesquisa da gestora de ativos de criptomoedas Grayscale. Ele acrescentou que está confiante de que as blockchains acabarão por resolver essas questões.
“Há um desafio de engenharia pela frente, mas já existem soluções de engenharia em discussão”, acrescentou.
Esse desafio pode levar anos para ser superado. Um executivo sênior de segurança cibernética de uma grande empresa do setor de criptomoedas disse que espera que sua empresa leve dois anos para se tornar totalmente resistente à computação quântica. Ele e outros descreveram o trabalho potencial como semelhante a uma reformulação no estilo do Y2K, quando mais de US$300 bilhões foram gastos globalmente para corrigir o “bug do milênio”.
O problema é especialmente espinhoso para as blockchains, que são em sua maioria descentralizadas, o que significa que são operadas por uma comunidade que talvez não consiga chegar a um consenso sobre o caminho a seguir, disse Tam, da BTQ Technologies.
Fonte Agência Brasil
