repasses investigados pela PF têm ‘emendas sem dono’

Em ambos os casos, o mecanismo é o mesmo: uma indicação sem autor nominal, a “emenda de liderança” —ou, na prática, “emenda sem dono”.

“A Transparência Brasil também verificou que as emendas atribuídas pela PF a Valdemar e Cunha estão, na origem, associadas às indicações de lideranças partidárias, corroborando o levantamento do UOL. Esse contexto confirma que as emendas em nomes dos líderes estão camuflando os reais autores, o que afronta as determinações da Suprema Corte de transparência e rastreabilidade”, diz Cristiano Pavini, coordenador de projetos da ONG.

As emendas atribuídas a Cunha e que aparecem como “liderança do Republicanos” foram todas destinadas para a área da Sáude, em 29 cidades de Minas Gerais.

Já as atribuídas a Valdemar que receberam o carimbo de “liderança” foram destinadas a cinco cidades paulistas e uma cidade do Paraná, Cafelândia.

O UOL tentou contato por telefone e email no fim da tarde de segunda-feira com as lideranças dos partidos, Eduardo Cunha e a assessoria do PL, e não obteve resposta. A liderança do Republicanos na Câmara informou que não se manifestaria. Os demais não retornaram os contatos. O espaço permanece aberto.

O presidente da Câmara Hugo Motta já havia criticado a decisão do ministro Flávio Dino dizendo que houve “indevida intervenção judicial no mérito de atividade típica do Parlamento”. Valdemar também criticou a decisão dizendo que apenas fazia sugestões de prefeituras para serem atendidas.





Fonte UOL

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