InícioSaúde PúblicaMédica explica como identificar...

Médica explica como identificar sinais de AVC e reduzir riscos de se ter um

O acidente vascular cerebral (AVC) mata mais pessoas do que a maioria das doenças sobre as quais se fala diariamente. É a segunda maior causa de morte no mundo e uma das principais causas de mortalidade prematura. Resolução sobre AVC da Organização Mundial da Saúde, OMS, destaca o fato de que muitas dessas mortes podem ser evitadas.

Segundo a OMS, o número de novos casos e de mortes por AVC aumentou 70% e 44%, respectivamente, entre 1990 e 2021.

Atenção aos primeiros sinais

A ONU News conversou com Catarina Ribeiro Amaral, médica interna de Neurologia no Hospital Universitário de Genebra, na Suíça, sobre o tema. Ela falou, por exemplo, sobre a importância dessa resolução, que incentiva os países a fortalecerem a prevenção, o tratamento e o diagnóstico. Segundo a profissional, a OMS considera o AVC prioridade de saúde pública. 

A médica explicou à ONU News quais os primeiros sinais de um acidente vascular cerebral e o que se deve fazer ao percebê-los.

 “Em caso de um AVC, o mais importante é agir rápido, cada minuto conta. Os sinais mais frequentes são a queda ou a dormência de um lado do corpo, súbito, ou a queda da boca. A perda da fala ou dificuldade a compreender ou a perda da visão. Cada minuto conta, pois o atendimento rápido aumenta as chances de recuperação e reduz os riscos de sequelas”.

Como reduzir os riscos de um AVC

Como muitas das mortes podem ser evitadas, é importante saber como reduzir os riscos de se ter um acidente vascular cerebral.

“A prevenção baseia-se sobretudo no estilo de vida saudável. (0:43) É importante controlar a tensão arterial, o diabetes e o colesterol. (0:48) É também importante promover uma atividade física regular, um estilo de alimentação saudável e evitar o tabagismo e o álcool”.

O que melhora a recuperação após um AVC

De acordo com a OMS, há três requisitos indispensáveis que todas as unidades de saúde devem ter para garantir que um acidente vascular cerebral possa ser tratado o mais rapidamente possível. O primeiro é um aparelho de tomografia computadorizada. O segundo, a disponibilidade dos medicamentos necessários, e o terceiro é a reabilitação precoce, para garantir que a pessoa que sofreu um AVC não enfrente dificuldades de longo prazo em sua vida cotidiana.

Risco de sofrer um AVC cresceu 50%

Durante a Assembleia Mundial da Saúde de 2026, foi aprovada a primeira resolução sobre o tema. Nos últimos 20 anos, o risco de sofrer um AVC ao longo da vida aumentou 50%, estimando-se que 1 em cada 4 adultos terá um AVC durante a vida. Em 2021, foram registrados cerca de 93,8 milhões de casos, incluindo 11,9 milhões de casos novos globalmente.

A resolução preconiza ações nacionais e globais mais robustas para reduzir a carga do AVC por meio da prevenção, do atendimento na fase aguda, da reabilitação e do aprimoramento da prontidão dos sistemas de saúde.

*Valéria Maniero é correspondente da ONU News em Genebra.



Fonte ONU

Popular

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Leia mais

Cristiney Soares analisa a nova fase da gestão de veículos removidos e leilões no Brasil

Autor de “Negócio Sob Custódia” destaca como a nova regulamentação do...

Estudante guineense pede que Cplp reforce mobilidade acadêmica e profissional

O 30° aniversário de fundação da Comunidade dos Países de Língua...

Nova tela da Samsung promete dobráveis mais resistentes e com menos vinco

A Samsung anunciou nesta quarta-feira (15) a Flex Titanium, uma nova...

Veja o que esperar do Samsung Galaxy Unpacked 2026

Tudo sobre Samsung A Samsung realiza em 22 de julho, em Londres,...