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Digitalização do trânsito abre espaço para tecnologias de análise preditiva de infrações

 

 

transformação digital do trânsito brasileiro está criando uma nova etapa na relação entre motoristas e órgãos de fiscalização. Depois da digitalização de documentos, notificações e serviços públicos, empresas de tecnologia começam a direcionar esforços para um desafio até então pouco explorado: a análise técnica das infrações de trânsito.

Ferramentas como a Carteira Digital de Trânsito (CDT), o Gov.br, o Sistema de Notificação Eletrônica (SNE) e a modernização dos Detrans tornaram processos mais ágeis e ampliaram o uso da fiscalização eletrônica. Ao mesmo tempo, cresce o número de autuações registradas e casos como a revisão de milhões de multas relacionadas ao sistema Free Flow demonstram que processos digitais também podem exigir análises técnicas.

Nesse cenário, surge uma lacuna no mercado. Enquanto existem inúmeras soluções voltadas para consulta, pagamento ou parcelamento de multas, ainda são poucas as tecnologias desenvolvidas para analisar tecnicamente uma infração antes que o motorista decida simplesmente efetuar o pagamento.

Foi nesse contexto que a BIBI desenvolveu um motor proprietário de análise preditiva de infrações de trânsito. A tecnologia foi criada para avaliar autos de infração com base no Código de Trânsito Brasileiro, no Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito, nas Resoluções do Contran, em normas técnicas e metrológicas, além de outros parâmetros utilizados no processo administrativo de trânsito.

Segundo a empresa, a inteligência artificial atua apenas como apoio ao processo. A análise principal é realizada pelo motor proprietário da BIBI, que utiliza regras de negócio, automações e processamento de dados para identificar possíveis inconsistências técnicas, administrativas, processuais e metrológicas. Após essa etapa, modelos de inteligência artificial são empregados para organizar e revisar tecnicamente os fundamentos identificados pelo sistema.

A proposta da empresa não é incentivar recursos indiscriminados nem questionar toda autuação aplicada. O objetivo é oferecer uma ferramenta capaz de identificar, de forma objetiva e fundamentada, situações em que possam existir elementos técnicos que justifiquem o exercício do direito de defesa previsto na legislação brasileira.

A solução atende motoristas particulares e profissionais, empresas, transportadoras, locadoras, gestores de frotas e parceiros especializados.

A operação é liderada por Bruno Rodrigues, diretor de Operações, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, e por Bruno Alcântara, diretor Comercial, responsável pela estratégia de expansão e relacionamento com o mercado.

“A tecnologia evoluiu muito para fiscalizar o trânsito. Nossa missão é contribuir para que ela também evolua na análise técnica das infrações. Não buscamos questionar toda multa. Buscamos oferecer tecnologia para identificar, de forma objetiva e fundamentada, quando uma autuação merece ser revisada e quando ela deve simplesmente ser cumprida”, afirma Bruno Rodrigues, diretor de Operações da BIBI.

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