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Atenção básica forte começa pela valorização dos agentes comunitários de saúde e endemias, afirma especialista

Advogado e especialista em gestão pública, Carlos Eduardo Santos defende que capacitar os profissionais que atuam diretamente nas comunidades é uma das estratégias mais eficientes para melhorar os indicadores de saúde pública brasileira.

Enquanto grande parte dos debates sobre saúde pública costuma concentrar a atenção na ampliação de hospitais, aquisição de equipamentos e aumento da oferta de consultas especializadas, um dos principais pilares do Sistema Único de Saúde (SUS) continua operando silenciosamente dentro das comunidades brasileiras: os agentes comunitários de saúde e endemias .

Responsáveis ​​por aproximar a população das unidades básicas, monitorar famílias, identificar situações de risco e desenvolver ações preventivas, esses profissionais exercem um papel estratégico para o funcionamento da atenção primária. Para o advogado e especialista em gestão pública Carlos Eduardo Santos, investir na valorização e na qualificação desses trabalhadores é uma das formas mais eficientes de fortalecer o sistema público de saúde.

“Quando o agente comunitário e de endemias consegue atuar de forma estruturada, toda a rede de saúde funciona melhor. Ele identifica problemas antes que eles se agravem, orienta a população e aproxima os cidadãos dos serviços públicos.”

Segundo Carlos Eduardo, a atenção primária representa a porta de entrada do SUS e tem potencial para resolver grande parte das demandas de saúde da população sem necessidade de encaminhamento para serviços de mídia e alta complexidade.

“Quanto mais eficiente para a atenção básica, menor será a pressão sobre hospitais, unidades de pronto atendimento e serviços especializados.”

Na avaliação do especialista, um dos maiores desafios enfrentados pelos municípios brasileiros é justamente a necessidade de fortalecer as equipes que atuam diretamente nos territórios.

“O agente comunitário e de endemias conhece a realidade das famílias, acompanha idosos, gestantes, crianças e pacientes com doenças crônicas. Esse conhecimento do território permite que o poder público desenvolva ações muito mais eficazes.”

Carlos Eduardo destaca que o envelhecimento acelerado da população brasileira torna esse trabalho ainda mais relevante. O aumento da expectativa de vida exige políticas públicas externas para prevenção, acompanhamento contínuo e promoção da saúde.

“O Brasil está envelhecendo. Isso significa que teremos uma demanda crescente de acompanhamento de pacientes com hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e outras condições crônicas. A atenção básica precisa estar preparada para essa realidade.”

Outro ponto considerado fundamental é o investimento permanente na capacitação profissional. Segundo ele, agentes comunitários e de endemias bem preparados desenvolvem ações educativas, identificam fatores de risco precocemente e orientam a população de maneira mais eficiente.

“Capacitação não é custo. É investimento. Quanto melhor preparado estiver o agente comunitário e de endemias , maiores serão os resultados para toda a rede de saúde.”

Para Carlos Eduardo, a integração entre agentes comunitários e de endemias , equipes de Saúde da Família, enfermeiros e médicos também precisa ser fortalecida.

“A saúde pública funciona como uma rede. Quando cada profissional compreende seu papel e trabalha de forma integrada, o cidadão recebe um atendimento mais humanizado, mais rápido e mais resolutivo.”

Especialista em gestão pública e estudo das políticas voltadas à atenção básica, Carlos Eduardo acredita que discutir a valorização dos agentes comunitários e de endemias significa discutir o futuro do próprio SUS.

“Não existe saúde pública eficiente sem prevenção. E não existe prevenção eficiente sem profissionais preparados, valorizados e presentes dentro das comunidades.”

Na avaliação dele, investir na atenção primária não apenas melhora a qualidade de vida da população, mas também reduz gastos públicos para evitar o agravamento de doenças que poderiam ser controladas ainda no início.

“Fortalecer a atenção básica é investir em um sistema de saúde mais sustentável, mais humano e mais eficiente. E os agentes comunitários e de endemias são protagonistas dessa transformação.”

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