Paraná: Deputado do PL é alvo de investigação eleitoral – 02/10/2026 – Política

O deputado estadual Mauro Moraes (PL), candidato à reeleição, é alvo de uma investigação da Procuradoria Regional Eleitoral no Paraná sob suspeita de ilícitos eleitorais. Ele nega ter cometido ilegalidades e diz que “a verdade será demonstrada com documentos e fatos”.

Nesta sexta-feira (2), a PF (Polícia Federal) cumpriu mandados de busca e apreensão em Curitiba no âmbito da apuração. A sede da Assembleia Legislativa do Paraná foi um dos endereços visitados pelos agentes. O caso tramita em sigilo.

Segundo a PF, a medida judicial foi autorizada “a partir de elementos informativos que apontam movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo operações envolvendo expressivo volume de recursos em espécie”.

Em um vídeo publicado em uma rede social no início da noite, Mauro Moraes disse que sempre manteve reserva de dinheiro em espécie por temer confisco semelhante ao que ocorreu no Governo Collor.

“A decisão de manter uma reserva em espécie está relacionada a uma experiência que vivi na década de 1990, quando tive recursos bloqueados em minhas contas bancárias, como milhares de brasileiros. E acredito que todo brasileiro deveria pensar dessa forma”, disse.

A Folha enviou mensagem com perguntas ao parlamentar e também ligou para o celular dele, mas não teve resposta.

Ex-vereador de Curitiba, deputado estadual com seguidos mandatos desde a eleição de 2002 e ex-secretário do Trabalho na gestão Ratinho Junior (PSD), Mauro Moraes hoje é um dos principais aliados do senador Sergio Moro (PL), que concorre ao Governo do Paraná.

Em seu vídeo, Moraes também afirma que é alvo de “perseguição política” desde que saiu da base aliada de Ratinho Junior e migrou para o grupo de Moro.

Por meio de nota à imprensa, a campanha do senador informou que não existe nenhuma relação entre o candidato Sergio Moro e a ação da Polícia Federal. “A campanha reforça seu compromisso com a transparência e com o respeito às instituições responsáveis pela apuração dos fatos”, diz trecho da nota.

A Assembleia Legislativa confirmou a presença de agentes da Polícia Federal na Casa na manhã desta sexta, mas acrescentou que “desconhece o teor da investigação e que não foi notificada” pelas autoridades.

Segundo a PF, o cumprimento da ordem judicial teve como objetivo “a arrecadação de documentos, registros, dispositivos eletrônicos e outros elementos potencialmente relevantes para o esclarecimento dos fatos, contribuindo para a preservação de provas e para a adequada instrução das investigações”.

A Procuradoria Regional Eleitoral disse à reportagem que, devido ao sigilo do caso, “não divulgará detalhes sobre investigados, locais das diligências ou demais elementos do processo neste momento”.



Fonte UOL

Popular

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Leia mais

iPod e MP3 Player em 2026: por que eles estão voltando?

Dispositivos que fizeram sucesso na era pré-streaming, iPod e MP3 Player...

Meta abre código do Muse para você criar seu próprio gadget de IA

Tudo sobre Inteligência Artificial A Meta abriu o código necessário para que...

Projeto vincula reajuste de planos de saúde aos indicadores de reclamações dos usuários

Depositphotos Agência reguladora ficará responsável por definir o indicador padronizado O Projeto de...