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Maior cachoeira do mundo fica debaixo d’água

Queda d’água tem aproximadamente 3,5 km de altura e uma vazão de cerca de 5 milhões de metros cúbicos por segundo

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Imagem: reprodução/Ancient Mysteries

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Qual é a cachoeira mais alta do mundo? Muitos responderão Salto Ángel, na Venezuela. São 979 metros de altura, gerada pela queda do rio Churún desde o Auyantepui, no Estado de Bolívar, sudeste da Venezuela, próximo da fronteira entre Brasil e Guiana.

Esta é, de fato, a cachoeira ininterrupta mais alta sobre a terra. No entanto, existe um local com uma queda d’água de 3,5 quilômetros, ou seja, mais de três vezes maior. O mais curioso é que ele fica totalmente submerso.

Salto Ángel, na Venezuela, tem 979 metros de altura, mas é amplamente superada pela maior catarata do mundo (Imagem: Photo Spirit/Shutterstock)

Local só foi descoberto no final da década de 1980

  • Estamos falando da catarata do Estreito da Dinamarca, descoberta em 1989.
  • Localizada sob as águas do oceano, entre a Islândia e a Groenlândia, ela tem aproximadamente 3,5 km de altura e uma vazão de cerca de 5 milhões de metros cúbicos por segundo. 
  • As águas vêm do Mar da Groenlândia para o Mar Irmenger (parte do Oceano Atlântico) resultando na impressionante queda.
  • Outro destaque é a sua largura impressionante, com cerca de 160 quilômetros.
  • Mas o que mais surpreende é que a maior catarata do mundo fica bem abaixo da superfície do Atlântico.
  • As informações são do portal IFLScience.

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Física explica a formação da cachoeira

De acordo com o Serviço Nacional do Oceano, tudo tem a ver com a temperatura da água. O Estreito da Dinamarca marca o encontro das águas frias do Oceano Ártico com a água mais quente do Mar de Irminger.

Acontece que as águas frias são mais densas do que as quentes. Dessa forma, o contato entre elas acaba gerando um movimento para baixo. Em outras palavras, uma queda colossal no fundo do mar que cria a incrível catarata.

Infelizmente, as mudanças climáticas ameaçam a existência desse local. À medida que as temperaturas dos oceanos continuam a aumentar, há um maior influxo de água doce, bem como menos formação de gelo marinho. Isso causa uma redução no volume de água fria e densa que flui para baixo.


Alessandro Di Lorenzo

Colaboração para o Olhar Digital

Alessandro Di Lorenzo é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua na área desde 2014. Trabalhou nas redações da BandNews FM em Porto Alegre e em São Paulo.




Fonte
Olhar Digital

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