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37 anos pra fazer justiça a uma história que o Brasil preferiu esquecer

Mas eu acho que as nossas histórias não são menores, o coração delas é que tendem a estar em outro lugar.

Gustavo Lipsztein criou a série e assinou o roteiro com uma equipe que incluiu Stephanie Degreas e Fernando Coimbra, que também dirigiu. E eles entenderam uma coisa fundamental: o coração dessa história não é a física nuclear. São as pessoas. São Ana Costa como Tininha, cujo corpo guardou o que ninguém quis ver. São Marina Merlino como Catarina, filha de uma família que abriu uma cápsula sem saber o que havia dentro. São Johnny Massaro e Paulo Gorgulho tentando conter o incontível. Cinco episódios de produção impecável, direção que não tem medo do silêncio que dói, atuações que não pedem permissão pra existir. É uma série histórica de outro nível, o nível humano e social. Como é o Brasil.

E é um Brasil que empresas como a Netflix tão olhando com muito carinho. Só ver os próximos lançamentos da turma do Tudum como Brasil 70, a saga do tricampeonato na Copa do México, ou séries que estrearam nos últimos anos como Senna. A plataforma está montando uma safra que trata a história do Brasil como o que ela sempre foi: grande o suficiente pra parar o mundo.

Mais uma vez, teve que vir alguém de fora para nos mostrar o nosso devido tamanho e importância.

Mas que bom que finalmente aconteceu.

Às famílias que ainda carregam no corpo e na memória o que aconteceu em Goiânia: finalmente contaram essa história do tamanho que ela merecia. Demorou. Mas chegou.



Fonte UOL

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