O publicitário Marcello Lopes (ex-policial civil do Distrito Federal, amigo pessoal do senador e dono da agência Cálix Propaganda), já estava queimado antes mesmo de Flávio começar a arder. A Folha de S.Paulo revelou que ele aparecia em documentos como estrategista do plano de ataque nas redes sociais ao Banco Central — aquele mesmo contratado por Vorcaro em 2025, que rendeu ao publicitário R$ 650 mil. Mas não foi por isso que ele caiu.
Você pode contratar o maior gênio da propaganda do planeta que, se o produto é uma caixa de contradições vazando por todos os lados, nenhum slogan salva. Flávio admitiu que visitou Vorcaro depois que o banqueiro foi preso pela primeira vez, e só contou isso aos congressistas do PL quando percebeu que a imprensa estava para revelar.
A Polícia Federal investiga se o dinheiro de Vorcaro foi parar nos bolsos de Eduardo Bolsonaro, que está autoexilado nos Estados Unidos. Os dois irmãos negam. O fundo que recebeu a grana fica no Texas é controlado por aliados de Eduardo.
O centrão aposta que há mais por vir. O eleitorado polarizado já está calcificado — bolsonaristas de um lado, petistas do outro. A eleição vai ser decidida pelo eleitor independente, aquele que ainda não sabe em quem não acreditar. E é exatamente esse eleitor que Flávio Bolsonaro precisava convencer de que era diferente.
A azeitona da empada não teve culpa nenhuma.
Fonte UOL
