Quando a “Casa do Patrão” foi lançada, foi vendido ao público e à imprensa que o grande motor de conflitos do reality show era a relação que seria estabelecida entre os participantes: uma parte seria chefe, vivendo uma rotina de regalias, enquanto o restante teria que obedecer e servir o primeiro grupo.
Em um país como o Brasil, em que a maioria das pessoas nutre uma mentalidade servil e os trabalhadores precisam lutar constantemente para manter os poucos direitos conquistados, a premissa de “Casa do Patrão” é extremamente problemática e tinha um enorme potencial de gerar conversa nas redes sociais. Mas com uma produção mambembe, uma narrativa sonolenta e participantes com o carisma de uma pia cheia de louça suja, “Casa do Patrão” não atraiu o público.
A criadora de conteúdo Viih Tube, um dos destaques do “BBB 21”, conseguiu em apenas 24 horas o que Boninho tenta há dois meses: mobilizar a atenção da internet. Ao lado do marido Eliezer, do “BBB 22”, a influencer lançou “As Patroas”, um reality em suas redes sociais com uma pegada similar ao “Casa do Patrão”. O casal reuniu 11 funcionários para disputarem provas e concorrem a prêmios que, somados, ultrapassavam 50 mil reais, quantia ínfima perto do faturamento dos dois influencers.
Fonte UOL
