Paola foi presa na cidade de Itabira, a 100 km da capital mineira, na madrugada de hoje. A Polícia Civil não detalhou como chegou até a suspeita. Apesar de revelar detalhes informalmente à polícia, no depoimento oficial, no entanto, optou por exercer parcialmente o direito constitucional de permanecer em silêncio e não respondeu a todas as perguntas feitas.
À polícia, ela também contou que teve um “surto psicótico”. O delegado revelou que a mulher citou aos policiais que teria problema antigo de saúde mental e que estucou vozes. “Essas vozes determinaram que ela cometesse o assassinato do casal. Eu não me recordo de um crime contra o patrimônio com essa quantidade de golpes de faca”, disse Barletta.
A mulher roubou cerca de R$ 200 mil em itens da casa. O delegado também detalhou que ela levou relógios, pertences pessoais, roupas, óculos, joias e uma quantia em dinheiro. “A gente pode estimar em R$ 200 mil, mas esses valores na revenda no mercado paralelo que compra isso é fantasioso, ela inclusive confessou que vendeu tudo por R$ 3,3 mil. Não acho que deve ser mentira porque realmente na rua o que vale é o momento, a rapidez”.
Após ser presa, Paola foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal para os exames de praxe. Em seguida, ela será transferida para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional. “O crime demonstra uma crueldade muito grande, um desprezo pela vida humana”, lamentou o delegado Barletta.
O UOL não teve acesso à defesa da suspeita até o momento. O espaço segue aberto para manifestação e será atualizado se houver posicionamento.
Relembre o caso
O advogado Cláudio Atala Inácio e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio foram encontrados mortos no apartamento em que moravam. Eles foram achados pelo filho na terça-feira (30).
Fonte UOL
