A Brasilprev, empresa de previdência privada ligada ao Banco do Brasil, atingiu R$ 500 bilhões em ativos sob gestão. Historicamente, a companhia detém a liderança da custódia desses investimentos no país.
A atuação conjunta com o portfólio de clientes do BB é um dos pilares da empresa, na análise da presidente da Brasilprev, Ângela Assis. “O avanço conta com essa parceria estratégica, que amplia nosso alcance e nos aproxima de clientes em diferentes momentos da vida”, afirma.
Clientes do banco podem usar a previdência complementar como garantia em operações de crédito, por exemplo. No ano passado, a companhia passou a permitir a contratação de planos pelo WhatsApp com pagamento via Pix no ambiente Open Finance —o que auxiliou na ampliação do portfólio de clientes, segundo Taciana Medeiros, presidente do BB.
Segundo o último relatório da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), divulgado em março de 2026, as empresas que oferecem planos de previdência privada aberta —individuais e disponíveis para o público geral— administram R$ 1,8 trilhão em ativos. São 11,2 milhões de contratantes e, dentre eles, 99,4% estão em fase de acumulação de renda, não uso da aposentadoria complementar.
Nos últimos anos, mudanças regulatórias deram mais flexibilidade aos planos de previdência privada, o que aumentou a concorrência para empresas como a Brasilprev, uma das brasileiras mais antigas do setor.
Para analistas, a modalidade é uma alternativa interessante para acumular recursos no longo prazo por oferecer benefícios fiscais. No entanto, definir uma instituição financeira segura para fazer os aportes e um plano de previdência adequado ao perfil de risco são cuidados que o investidor deve tomar.
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Fonte UOL
