O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve por unanimidade a condenação do fundador do Atelier do Centro, Rubens Ferreira do Espírito Santo, a 15 anos de prisão em regime fechado por crimes de violação sexual mediante fraude contra três ex-alunas.
Os desembargadores Figueiredo Gonçalves e Mário Devienne Ferraz acompanharam o voto da relatora Ana Zomer e rejeitaram o recurso apresentado por Rubens que pedia a nulidade da decisão de primeira instância. Ele poderá recorrer em liberdade.
Para a desembargadora, os depoimentos das vítimas encontram amparo nas declarações das testemunhas e em diversas imagens e laudos periciais anexados ao processo. Ela diz também que descredibilizar as mulheres seria abrir espaço para a impunidade.
Rubens é acusado por ex-alunos de promover exploração financeira e violência física, sexual e psicológica em sua escola de arte, que funcionava na região central de São Paulo. O caso veio a público em janeiro de 2023, por meio do podcast O Ateliê, do jornalista Chico Felitti.
Ele foi sentenciado a cinco anos de reclusão para cada uma das três vítimas que entraram com o processo contra ele. Somadas, as penas totalizam 15 anos.
Rubens divulgou uma carta à época do lançamento do podcast. No texto, pediu desculpas por “eventuais excessos” e defendeu que todas as atividades na escola eram consensuais. Ele também negou que a instituição fosse uma seita e que tivesse explorado financeiramente seus alunos.
No processo, ele alegou que os fatos aconteceram no contexto artístico, refutando os crimes.
com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS
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Fonte UOL
