‘Viva o equilíbrio fiscal’, publica Rafael Fonteles – 02/11/2026 – Economia

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), cotado para o Ministério da Fazenda no próximo governo Lula (PT), defendeu o equilíbrio fiscal, nesta segunda-feira (2), ao anunciar a manutenção do secretário da Fazenda do estado no seu próximo mandato.

“Viva o Equilíbrio Fiscal!!!”, publicou nas redes. No post, ele exalta os resultados da economia do Piauí e agradece ao secretário Emílio Joaquim de Oliveira Júnior.

“Nossos agradecimentos por aceitar a renovação dessa missão tão importante para garantir o equilíbrio fiscal do Estado do Piauí e, consequentemente, as diversas políticas públicas que melhoram a vida do nosso povo”, completou.

Como mostrou a Folha, a disputa pela Fazenda gera embate entre grupos do PT. Fonteles terminou a semana sob fogo amigo de integrantes do próprio partido, que exploram a preferência de setores do mercado financeiro por seu nome como um risco de que ele vá patrocinar um “tesouraço” nas despesas.

Em entrevista à Folha, Fonteles afirmou que Lula fará um governo mais ousado para melhorar a vida do povo, mas terá responsabilidade fiscal. “Ele vai navegar nesses dois campos, conciliar essas duas agendas, mas jamais vai abrir mão dos ganhos sociais a cada ano”, disse.

Segundo ele, todos os compromissos assumidos na fase final da campanha são compatíveis com o arcabouço fiscal e, no momento certo, o presidente reeleito vai anunciar as medidas econômicas do próximo mandato.

A extensão das medidas de ajuste fiscal após a reeleição de Lula abriu um impasse dentro do governo, uma vez que o chefe do Executivo demonstra resistência em propor medidas mais robustas e que poderiam configurar um estelionato eleitoral.

Perseguir o centro da meta fiscal é um consenso na equipe, mas há divergência sobre o alcance de outras medidas para obter o aval do presidente.

No Governo do Piauí, Fonteles criou uma regra fiscal para conter o crescimento das despesas estaduais por 10 anos, inspirada no modelo adotado pelo governo federal, após ver o déficit primário crescer nos últimos anos.



Fonte UOL

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