Mas seu sucesso tem gerado um crescente escrutínio internacional por parte de promotores, órgãos reguladores, grupos de direitos humanos e empresas em relação a questões como assédio sexual, irregularidades corporativas e vigilância ilícita.
Alguns cinemas do Reino Unido proibiram o uso de óculos inteligentes, e um grupo alemão de defesa do consumidor apresentou uma queixa criminal contra a Meta e outras empresas envolvidas na venda dos dispositivos na Alemanha, invocando leis de privacidade.
O Ministério Público de Paris informou à Reuters que abriu recentemente pelo menos uma investigação criminal após denúncias de assédio sexual relacionadas a uma tendência nas redes sociais de usar óculos inteligentes para filmar mulheres na rua, sem o consentimento delas, e publicar os vídeos online. Os promotores não especificaram a marca dos dispositivos utilizados.
O Ministério Público se recusou a fornecer detalhes, mas afirmou que sua unidade de crimes cibernéticos testou os dispositivos há duas semanas para compreender melhor os possíveis crimes que podem ser cometidos a partir do uso dos óculos inteligentes.
Um porta-voz da Meta afirmou que a empresa “incorporou a privacidade em nossos óculos com IA desde o início”, acrescentando que “continuaremos reforçando nossas proteções à medida que nossos óculos se tornarem ainda mais avançados”. A EssilorLuxottica preferiu não comentar.
A CNIL, autoridade francesa de proteção de dados, informou ter recebido menos de 10 reclamações relacionadas ao uso de óculos inteligentes no local de trabalho. Ela não revelou quais marcas estavam envolvidas. Também afirmou estar sendo cada vez mais procurada por empresas que desejam saber se podem proibir o uso de óculos inteligentes no trabalho.
Fonte Agência Brasil
